O V. e o F. estão com uma relação de companheirismo muito divertida.
Há dias, no carro, os dois no banco de trás, o V. segredava coisas ao F. e dizia-lhe para repetir.
- Diz, eu sou analfabeto!
- Eu sou alfabeto! - repetia o o F.
- Agora diz, eu sou fixe como o V.
E o F., do alto da sua sabedoria, depois de pensar dez segundos:
- Se eu fosse tão fixe como o V. era mais fixe que o V.!
A isto chama-se a "grau comparativo de igualdade superior"!
Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
crescer e descrescer
Há dois dias que o o F. insiste.
- Posso fazer anos hoje?
É difícil explicar que não podemos fazer anos quando queremos, sem ser mal interpretada.
- Não, F., só podes fazer anos no dia em que nasceste.
- Mas eu já nasci!
- Pois, F., mas é no dia 4 de Dezembro que fazes anos.
- E não posso fazer hoje?
- Não...
-Então posso fazer cinco anos e depois ser bebé?
- Afinal queres crescer ou ser bebé?
- Quero fazer cinco anos e depois ser bebé!
Eu também quero. Como a Ana quer.
A Ana Quer
A Ana quer
nunca ter saído
da barriga da mãe.
Cá fora está-se bem
mas na barriga também
era divertido.
O coração ali à mão,
os pulmões ali ao pé,
ver como a mãe é
do lado que não se vê.
O que a Ana mais quer ser
quando for grande e crescer
é ser outra vez pequena:
não ter nada que fazer
senão ser pequena e crescer
e de vez em quando nascer
e voltar a desnascer.
nunca ter saído
da barriga da mãe.
Cá fora está-se bem
mas na barriga também
era divertido.
O coração ali à mão,
os pulmões ali ao pé,
ver como a mãe é
do lado que não se vê.
O que a Ana mais quer ser
quando for grande e crescer
é ser outra vez pequena:
não ter nada que fazer
senão ser pequena e crescer
e de vez em quando nascer
e voltar a desnascer.
Manuel António Pina
Nem que fosse só por estes versos ele já tinha merecido o prémio Camões mais de vinte vezes!
terça-feira, 10 de maio de 2011
uma mãe nunca morre
O F. continua naquela fase encantadora de paixão pela mãe. Enquanto "namoramos", diz-me coisas do tipo:
- Já casaste com o pai?
E à minha resposta afirmativa, contrapõe:
- Não! Eu é que vou casar contigo!
Mas, estar apaixonado tem o reverso da medalha.
Durante um "namoro" no sofá, conversávamos sobre qualquer coisa que já não recordo e usei, a propósito, a expressão quando eu for velhinha.
O F. enrolou-se em mim, escondendo a cabeça e começou a soluçar, num choro preso, sufocado.
Quando percebi o que estava a acontecer, tentei averiguar a causa. E entre lágrimas. o F. explicou:
- Se tu ficares velhinha morres e eu não quero que tu morras, porque se tu morres eu fico sem mãe e eu não quero, porque fico muito triste.
Que fazer? Contra este tipo de angústias só conheço um antídoto: o humor. E foi o que usei:
- Eu? Velhinha? Não! Eu nunca vou ser velhinha, nem girafa, nem hipopótamo, nem elefante...
Chegados ao elefante, o F. já estava a rir.
Isto não significa que a angústia não esteja latente (em ambos, aqui entre nós), ficou foi bastante apaziguada.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
como ser um explorador do mundo
Foi com um pé de partida nos três cantos que o três manos têm viajado por um mundo de música por descobrir. Primeiro, cada um dos protagonistas dos Cantos: o Sérgio, o Zé Mário (por quem, como Gambozinos, têm um carinho muito especial, sobretudo o A., que o conheceu pessoalmente no lançamento do Com quatro pedras na mão) e ainda o Fausto.
E, depois, como as canções são como as cerejas, vieram os Deolinda e a Adriana Calcanhoto, porque agora os discos e dvd's cá de casa saltaram todos para fora dos armários e andam espalhados pelo chão.
E cantam, e dançam, e decoram letras, e comentam, e acompanham com baterias improvisadas e guitarras electricamente invisíveis e... quase não querem ir para a escola porque lhes interrompe a sessão musical das sete da manhã!
É bom ter filhos assim, com quem se cantam as nossas canções.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
três cantos
Ontem estivemos os quatro a ver/ouvir o "Três Cantos" que passou já tarde no canal 1, no dia 25, e que gravei numa velhinha VHS.
Os manos gostaram tanto do concerto que já combinámos que aquela cassete vai ter direito a etiqueta porque "fica para a vida"!
Para a vida ficara-me as canções do Ségio, do Zé Mário e do Fausto, que as tenho todas ainda na cabeça, naquela memória surpreendente que desperta com os primeiros acordes.
Para a vida, creio, vão ficar-lhes três cantos de canções e um entusiasmo enorme pela música que se faz no nosso país.
Assim, a história das nossas vidas fica ainda mais entrelaçada, com o FMI e os sons da revolução e da esperança a cruzarem-se de novo no meu (nosso) caminho, agora percorrido com mais três pares de pés.
Nós éramos da idade deles, assim mais coisa menos coisa, quando se ouviu a Grândola na rádio.
Eu acredito que a liberdade está a passar por aqui, de qualquer maneira!
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sábado, 23 de abril de 2011
brinca comigo
A ideia era não pôr a ênfase nas crianças que não têm brinquedos, mas nos brinquedos que já não têm crianças que brinquem com eles. Daí o nome da campanha.
Pediram-me para fazer um cartaz, mas como tem chovido muito fiz três.
Talvez sejam o início de uma nova fase de produção gráfica em que não tenho trabalhado nos últimos tempos e de que começo a ter saudades, de vez em quando.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
o erro como metáfora
Depois de a S. ter dado um saquinho de sementes de cores ao F., que ele comeu umas atrás das outras resistindo convictamente aos pedidos suplicantes dos irmãos de "Por favor, dá-me uma amêndoa, só uma, por favor!"
Depois de um novo filme de Miyzaki em que uma bruxa esformou um menino em porco e a transformação, tanto quanto pude perceber do que vi do filme foi definitiva.
Depois de pensar muito sobre a escola, o erro, os meus filhos, a vida em geral... Acho que vou inventar a pedagogia do erro. O erro ao poder como forma subversiva e criativa de esformar a escola num sítio mais encostado a nós, onde se lancem à terra sementes de cores para que o mundo se transforme num sítio mais colorido, perfumado e agradável para vivermos.
Além de tudo, como eu própria vou começar (ou já comecei) a dar erros ortográficos nada melhor que instigar o erro nos outros!
Viva o erro! O erro ao poder! Viva a subversão!
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sábado, 9 de abril de 2011
o mundo que eu gostava que existisse
O Zé Mário Branco escreveu a letra para uma canção que a Suzana Ralha musicou e O Bando dos Gambozinos canta, cujo refrão é:
Entre o vago e o profundo
Entre a dor e a malandrice
O Porto é sinal de um mundo
Que eu gostava que existisse
Os Gambozinos são o sinal da escola que eu gostava que existisse.
Ontem, O V. estava com dores de barriga na aula de história. Durante a aula de filosofia esteve deitado no banco. Porque nos Gambozinos pode aprender-se filosofia deitado num banco e com dores de barriga. Só que o V. adormeceu. E acordou quando caiu do banco abaixo. O Rui só lhe disse para ir dormir para "os segredos" (uns cantinhos de sotão onde as crianças brincam, descansam e têm aulas, também). E o V. foi. E dormiu. E quando o fui buscar já não tinha dores de barriga, nem sono. Mas tinha uma experiência de aula inesquecível!
De tal maneira que já hoje estivemos a conversar sobre o episódio da banheira de Arquimedes e de como o V. podia ter descoberto qualquer coisa interessantíssima ao cair do banco, não estivesse seco e a dormir numa aula de filosofia!
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terça-feira, 5 de abril de 2011
bochecho
Desde que o Peter passou a ser o coelho que ia substituir (porque ao contrário das pessoas os animais são substituíveis, dizia-me há dias a C., que teve vários cães e sabe do que fala) o Pinha (que por ventura era o Pinhão, mas isso não é importante).
Desde que o Peter, porque era muito pequenino e exigia muitos cuidados e conquistou o coração do A., primeiro, e depois o de todos nós cá em casa, ficou connosco até ter idade para ir para a escolinha, onde é muito mais feliz que aqui em casa, porque tem muitos meninos a pegarem-lhe ao colo e a mimá-lo.
Desde esses dias, nunca mais se comeu coelho cá em casa. Fui eu quem pediu. E o C. cumpriu.
Hoje fez um jantar delicioso, daqueles à Jamie Oliver, cheio de legumes deliciosos.
Os meninos perguntaram o que era.
- Bochecho - respondeu o pai.
- O que é? Nunca comemos... - as perguntas foram sucessivas e repetidas a três vozes.
- Bochecho... é uma espécie de... borrego...
- Anho... - ajudei eu.
Ao jantar lambemos todos os dedos.
O pai pergunta sempre vinte vezes se está bom, quando cozinha, e por vinte vezes respondemos todos (excepto o F. que ou por intuição ou por embirração resolveu comer só arroz e cenoura!):
- Está óptimo!
E o pai:
- É tão bom como borrego?
- Tão bom?! Muito melhor! - respondeu o A.
E foi mesmo bom termos comido bochecho!
Afinal a vida dos omnívoros é mesmo assim, não é?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
a Cagoa
Escusado será dizer que o F. passou o fim-de-semana dentro e fora da caixa e fez dela tudo o que a sua imaginação pôde inventar.
Mas o momento alto foi ontem ao fim da tarde quando se meteu com o V. dentro da caixa para irem os dois para a Cagoa.
Ir para a Cagoa significa simplesmente enfiarem-se os dois dentro da caixa e fazerem-na tombar até ficarem os dois deitados, à gargalhada, no chão, meios dentro meios fora.
Hoje, quando chegou a casa, depois de um bom lanche e dois livros, o F. perguntou-me muito naturalmente:
- Podemos brincar à Cagoa?
E lá estiveram os dois a brincar à Cagoa!
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terça-feira, 29 de março de 2011
entre o oral e o escrito, o sentido prevalece
No ano passado, o A. passou uma vergonha na escola por ter escrito Jesusalém, em vez de Jerusalém. Nunca tendo visto a palavra escrita, fazia todo o sentido, para ele, que o topónimo fosse Jususalém!
Ontem, aconteceu o mesmo com o F.. Enquanto jantávamos, o V. contava os presentes que tinham sido oferecidos à sua amiga A., no domingo.
- Além de uma bolsinha com baton e essas coisas, não sei quem foi deu-lhe o livro do Ulisses.
- Do Tolices? - inquiriu logo o F.
Gargalhada geral, está-se a ver.
Mas, na verdade, não havia que rir.
Ulisses ainda não significa nada para o F. (a seu tempo lá chegará) e tolices é uma palavra com um sentido profundo na sua vida de quatro anos (e que quatro!).
Por mim, não vejo problema nenhum nestas confusões.
Afinal, antes de casar com o pai deles eu própria lhe perguntei uma vez, na frente do Atlas, que me dissesse onde era o Islão, que eu nunca tinha percebido. Naturalmente, ele riu-se. Mas casou comigo porque, na verdade, o conceito era bastante geográfico!
Em contrapartida, tive de lhe mostrar no mapa a Patagónia. É que ele achava que era a terra do Tio Patinhas... Fazia sentido!
A questão do erro é uma questão de conceito e preconceito. Digo eu!
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sexta-feira, 25 de março de 2011
tapetes
- Mãe, sabes o que é mesmo ridículo na nossa casa?
- Não! (ia lá eu imaginar que tinha coisas ridículas dentro de casa!)
- Os tapetes!
- Os tapetes?!
- Sim, quando queremos jogar futebol temos que enrolar-los para jogar.
- Pois... o teu tio até costuma dizer que os tapetes só servem para a gente tropeçar neles e cair.
- É verdade! Uma vez eu tropecei no tapete e caí.
- Se calhar nós é que somos ridículos por pormos tapetes em casa para cairmos...
- Realmente!
Será que depois desta conversa o significado da palavra ridículo ficou um pouco mais claro na cabeça de 4 anos?
quarta-feira, 23 de março de 2011
páginas curiosas
Ser subversivo é o contrário de ser subserviente.
Felizmente, há imensa literatura que os pode ensinar a serem educadamente subversivos e darem cabo dos sistemas podres com um sorriso nos lábios. O riso é, com a cantiga, a melhor arma para enfrentar as adversidades. Uma boa gargalhada pode derrubar um governo, demitir uma administração, denunciar uma fraude, tirar o tapete a um convencido, dar uma bofetada de luva branca a um malcriado. Uma gargalhada pode causar a revolução.
Só é preciso que a gargalhada nos saia do fundo da alma e venha cheia de carácter e convicção.
Aqui http://curiouspages.blogspot.com/ uma completa biblioteca de livros que ajudam a crescer subversivamente, para o politicamente incorrecto.
Espero que os meus filhos venham a ser suficientemente esgrouviados para porem este mundo de cabeça para cima!
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terça-feira, 22 de março de 2011
ainda o cor-de-rosa
Mas isto foi até ao dia em que o A. conheceu Rohald Dahl. Agora lê freneticamente e só estamos com o problema de a Civilização ter passado a editar os livros que dantes tinham a chancela da Terramar e a sua distribuição ainda não ser efectivamente eficaz.
Depois de "Os tontos" e "O dedo mágico", o A. atirou-se a "Matilde", um livro bastante mais extenso e.... de capa cor-de-rosa. Resultado: quando, na aula de Português em que trocam livros entre si, o A. tentou convencer os amigos que "Matilde" era um livro fantástico, tropeçou no problema do preconceito. Como o livro se chamava "Matilde" e tinha a capa cor-de-rosa foi imediatamente catalogado de "para menina" e o A. viu as suas expectativas de entusiasmar os amigos goradas. Felizmente, houve uma menina que levou o livro. E gostou, claro!
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sábado, 19 de março de 2011
o cor-de-rosa
Para dizer a verdade, apesar de ter sido sempre uma menina muito menina, nunca fui uma menina do género cor-de-rosa. Talvez por isso fui contemplada com três filhos e salva da terrível tarefa de conseguir evitar o cor-de-rosa na roupa e acessórios de recém-nascidos (tarefa deveras dífícil!).
O F. é o único dos meus três filhos que não gosta de cor-de-rosa. Pelo menos, é o que ele diz!
Claro que abre uma excepção para a Pantera... mas isso é porque ela é pantera, mãe! (acho que ele ainda não domina bem a função dos artigos definidos, senão teria dito a pantera!)
O A. e o V. nunca se incomodaram com o cor-de-rosa, mas o F. é peremptório.
Há dias comprei meias para todos. O F. perguntou logo:
- Não trouxeste cor-de-rosa para mim, pois não?
Perante a minha confirmação, respirou de alívio:
- Ainda bem!
Assim sendo, e uma vez que apesar de tudo o A. e o V. não se entusiamam com as meias cor-de-rosa, sou a única a usar meias cor-de-rosa cá em casa. Embora quando conheci o pai deles ele tivesse umas meias cor-de-rosa, que adorava e que tinham sido brancas antes de conviverem na máquina de lavar com um par de meias vermelhas!
Mas isso é outra história...
O F. é o único dos meus três filhos que não gosta de cor-de-rosa. Pelo menos, é o que ele diz!
Claro que abre uma excepção para a Pantera... mas isso é porque ela é pantera, mãe! (acho que ele ainda não domina bem a função dos artigos definidos, senão teria dito a pantera!)
O A. e o V. nunca se incomodaram com o cor-de-rosa, mas o F. é peremptório.
Há dias comprei meias para todos. O F. perguntou logo:
- Não trouxeste cor-de-rosa para mim, pois não?
Perante a minha confirmação, respirou de alívio:
- Ainda bem!
Assim sendo, e uma vez que apesar de tudo o A. e o V. não se entusiamam com as meias cor-de-rosa, sou a única a usar meias cor-de-rosa cá em casa. Embora quando conheci o pai deles ele tivesse umas meias cor-de-rosa, que adorava e que tinham sido brancas antes de conviverem na máquina de lavar com um par de meias vermelhas!
Mas isso é outra história...
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quinta-feira, 17 de março de 2011
a plasticidade da língua
Mas cá em casa, como é público, cultivamos a plasticidade e o divertimento.
O F. hoje propos-se fazer-me uma arranjação na cozinha com uns canudos de cartão e o A., ao vir da escola, explicou-me que os indianos são vegetarianos porque acreditam no reencarnamento das pessoas nos animais.
Eu que, graças ao Sr. Pompeu, à minha avó e ao meu pai (todos juntos mais eu própria e o meu difícil feitio!) sou verdadeiramente insuportável em matéria de correcção linguística, acho péssimo que se corrijam vocábulos expressivos como estes e declaro em voz alta que os meus filhos falam muito bem, porque têm um vocabulário activo mais rico que o da média da população, exprimem-se com rigor e clareza e entendem bastante melhor o que eu digo que os meus alunos e colegas. Além disso, não sofrem de alexitimia, como muita gente que anda por aí à solta.
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domingo, 13 de março de 2011
o povo unido jamais será vencido
Às duas da manhã, o meu namorado chegou a casa com um sorriso estampado na cara.
O povo estivera, finalmente, de novo, unido na rua. Entre cravos, cartazes e skinheads, foram milhares de pessoas que tranquilamente gritaram pela mudança.
As canções da nossa infância voltaram a ouvir-se.
Hoje, acordei com a esperança de um futuro melhor para os meus filhos.
O povo estivera, finalmente, de novo, unido na rua. Entre cravos, cartazes e skinheads, foram milhares de pessoas que tranquilamente gritaram pela mudança.
As canções da nossa infância voltaram a ouvir-se.
Hoje, acordei com a esperança de um futuro melhor para os meus filhos.
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sábado, 12 de março de 2011
a cantiga é uma arma
O meu namorado foi à luta porque a cantiga (ainda) é uma arma e as revoluções sempre se fizeram na rua.
Fiquei em casa, com os três, que um dia serão homens para sair à rua e gritar, como tantas vezes eu gritei, ainda rapariguinha:
A LUTA CONTINUA!
E lutarem , também, eles, pelos seus sonhos.
Fiquei em casa, com os três, que um dia serão homens para sair à rua e gritar, como tantas vezes eu gritei, ainda rapariguinha:
A LUTA CONTINUA!
E lutarem , também, eles, pelos seus sonhos.
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terça-feira, 8 de março de 2011
de tudo um pouco
Desde pequena que gosto de fazer de tudo. Claro que nunca consegui especializar-me especificamente em nada! Sou daquelas pessoas que fazem tudo mais ou menos bem, quase nada mal e nada muito bem.
Se isso foi sempre um problema para mim, porque me sentia sempre como uma pessoa socialmente indefinida, desde que sou mãe que a minha perspectiva mudou. Afinal, sorte a deles, que têm uma mãe que faz de tudo um pouco!
Hoje, por exemplo, liguei a lixadeira eléctrica (presente sábio do meu pai no último aniversário) para começar a lixar o tampo de um velho estirador e... quem se divertiu foram eles.
E eu também!... Como de costume...
Se isso foi sempre um problema para mim, porque me sentia sempre como uma pessoa socialmente indefinida, desde que sou mãe que a minha perspectiva mudou. Afinal, sorte a deles, que têm uma mãe que faz de tudo um pouco!
Hoje, por exemplo, liguei a lixadeira eléctrica (presente sábio do meu pai no último aniversário) para começar a lixar o tampo de um velho estirador e... quem se divertiu foram eles.
E eu também!... Como de costume...
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sexta-feira, 4 de março de 2011
e desenhar é desenhar
O F. está naquela fase deliciosa em que os seus desenhos são sempre novos. Desta vez, além de mim e do V., desenhou pela primeira vez um carro. Um carro não, o jipe do avô!
Dá vontade de ir já passá-lo para tecido e bordá-lo...
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