Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
como ser um explorador do mundo
Foi com um pé de partida nos três cantos que o três manos têm viajado por um mundo de música por descobrir. Primeiro, cada um dos protagonistas dos Cantos: o Sérgio, o Zé Mário (por quem, como Gambozinos, têm um carinho muito especial, sobretudo o A., que o conheceu pessoalmente no lançamento do Com quatro pedras na mão) e ainda o Fausto.
E, depois, como as canções são como as cerejas, vieram os Deolinda e a Adriana Calcanhoto, porque agora os discos e dvd's cá de casa saltaram todos para fora dos armários e andam espalhados pelo chão.
E cantam, e dançam, e decoram letras, e comentam, e acompanham com baterias improvisadas e guitarras electricamente invisíveis e... quase não querem ir para a escola porque lhes interrompe a sessão musical das sete da manhã!
É bom ter filhos assim, com quem se cantam as nossas canções.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
três cantos
Ontem estivemos os quatro a ver/ouvir o "Três Cantos" que passou já tarde no canal 1, no dia 25, e que gravei numa velhinha VHS.
Os manos gostaram tanto do concerto que já combinámos que aquela cassete vai ter direito a etiqueta porque "fica para a vida"!
Para a vida ficara-me as canções do Ségio, do Zé Mário e do Fausto, que as tenho todas ainda na cabeça, naquela memória surpreendente que desperta com os primeiros acordes.
Para a vida, creio, vão ficar-lhes três cantos de canções e um entusiasmo enorme pela música que se faz no nosso país.
Assim, a história das nossas vidas fica ainda mais entrelaçada, com o FMI e os sons da revolução e da esperança a cruzarem-se de novo no meu (nosso) caminho, agora percorrido com mais três pares de pés.
Nós éramos da idade deles, assim mais coisa menos coisa, quando se ouviu a Grândola na rádio.
Eu acredito que a liberdade está a passar por aqui, de qualquer maneira!
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quarta-feira, 23 de março de 2011
páginas curiosas
Ser subversivo é o contrário de ser subserviente.
Felizmente, há imensa literatura que os pode ensinar a serem educadamente subversivos e darem cabo dos sistemas podres com um sorriso nos lábios. O riso é, com a cantiga, a melhor arma para enfrentar as adversidades. Uma boa gargalhada pode derrubar um governo, demitir uma administração, denunciar uma fraude, tirar o tapete a um convencido, dar uma bofetada de luva branca a um malcriado. Uma gargalhada pode causar a revolução.
Só é preciso que a gargalhada nos saia do fundo da alma e venha cheia de carácter e convicção.
Aqui http://curiouspages.blogspot.com/ uma completa biblioteca de livros que ajudam a crescer subversivamente, para o politicamente incorrecto.
Espero que os meus filhos venham a ser suficientemente esgrouviados para porem este mundo de cabeça para cima!
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domingo, 13 de março de 2011
o povo unido jamais será vencido
Às duas da manhã, o meu namorado chegou a casa com um sorriso estampado na cara.
O povo estivera, finalmente, de novo, unido na rua. Entre cravos, cartazes e skinheads, foram milhares de pessoas que tranquilamente gritaram pela mudança.
As canções da nossa infância voltaram a ouvir-se.
Hoje, acordei com a esperança de um futuro melhor para os meus filhos.
O povo estivera, finalmente, de novo, unido na rua. Entre cravos, cartazes e skinheads, foram milhares de pessoas que tranquilamente gritaram pela mudança.
As canções da nossa infância voltaram a ouvir-se.
Hoje, acordei com a esperança de um futuro melhor para os meus filhos.
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sábado, 12 de março de 2011
a cantiga é uma arma
O meu namorado foi à luta porque a cantiga (ainda) é uma arma e as revoluções sempre se fizeram na rua.
Fiquei em casa, com os três, que um dia serão homens para sair à rua e gritar, como tantas vezes eu gritei, ainda rapariguinha:
A LUTA CONTINUA!
E lutarem , também, eles, pelos seus sonhos.
Fiquei em casa, com os três, que um dia serão homens para sair à rua e gritar, como tantas vezes eu gritei, ainda rapariguinha:
A LUTA CONTINUA!
E lutarem , também, eles, pelos seus sonhos.
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