Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

25 de Abril


Faltou um cravo aqui, mas cá em casa multiplicaram-se.
E o F. aprendeu a andar de bicicleta!
25 de Abril SEMPRE!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

três cantos


O V. é o irmão do meio e, como tal, já fora presenteado com o cd do Sérgio. O A. passou-o todo para o seu MP3, que partilha com os irmãos. O F. já canta O coro das Velhas e o Galo é o Dono dos Ovos. O V. canta tudo e o A. cantarola Isto anda tudo Ligado, a toda a hora.
Ontem estivemos os quatro a ver/ouvir o "Três Cantos" que passou já tarde no canal 1, no dia 25, e que gravei numa velhinha VHS.
Os manos gostaram tanto do concerto que já combinámos que aquela cassete vai ter direito a etiqueta porque "fica para a vida"!
Para a vida ficara-me as canções do Ségio, do Zé Mário e do Fausto, que as tenho todas ainda na cabeça, naquela memória surpreendente que desperta com os primeiros acordes.
Para a vida, creio, vão ficar-lhes três cantos de canções e um entusiasmo enorme pela música que se faz no nosso país.
Assim, a história das nossas vidas fica ainda mais entrelaçada, com o FMI e os sons da revolução e da esperança a cruzarem-se de novo no meu (nosso) caminho, agora percorrido com mais três pares de pés.
Nós éramos da idade deles, assim mais coisa menos coisa, quando se ouviu a Grândola na rádio.
Eu acredito que a liberdade está a passar por aqui, de qualquer maneira!

domingo, 25 de abril de 2010

foi bonita a festa, pá!

Ontem, expliquei ao meu F. o 25 de Abril. Para explicar o 25 de Abril a uma criança de três anos é preciso alguma perícia.
- Amanhã, F., é um dia muito importante. A tua Mi faz anos e foi um dia em que os soldados puseram cravos dentro das espingardas e disseram que podíamos falar e não fazer tudo o que os homens maus mandavam.
- Diz isso outra vez! - retorquiu ele.
E eu disse, mas ele interrompeu.
Afinal só queria que eu disse outra vez "25 de Abril"!
É o hoje o dia! Pegue-se nas vassouras e trate-se de varrer o lixo das últimas décadas.
Cravos em punho, o coração na voz, voltarei a gritar com a energia da idade que tinha em 74.
E cantarei a Grândola, baixinho, para que só os bons ouvidos me ouçam.
Fascismo nunca mais, mesmo!