Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

a Cagoa


No sábado, graças a uma preciosa amiga, trouxe para casa a caixa de um iMac de 27 polegadas, cujo destino era, fatalmente, o ecoponto.
Escusado será dizer que o F. passou o fim-de-semana dentro e fora da caixa e fez dela tudo o que a sua imaginação pôde inventar.
Mas o momento alto foi ontem ao fim da tarde quando se meteu com o V. dentro da caixa para irem os dois para a Cagoa.
Ir para a Cagoa significa simplesmente enfiarem-se os dois dentro da caixa e fazerem-na tombar até ficarem os dois deitados, à gargalhada, no chão, meios dentro meios fora.
Hoje, quando chegou a casa, depois de um bom lanche e dois livros, o F. perguntou-me muito naturalmente:
- Podemos brincar à Cagoa?
E lá estiveram os dois a brincar à Cagoa!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

casa nova

Ontem de manhã, logo à saída de casa, demos com uma caixa de cartão enorme junto aos contentores do lixo. À tarde, quando regressámos ainda estava lá. Claramente, esperava por nós.
Eu e o F. olhamo-la bem da janela... Parecia mesmo chamar por nós e, portanto, fomos buscá-la. Surpresa das surpresas, não era uma caixa, mas duas! Duas caixas enormes de cartão!!! Arrastámo-las para dentro de casa e...




Os electrodomésticos já estavam prontos desde domingo, à espera da casa.
O único problema é que uma casa precisa de muita coisa e o F. quer tudo: cama, persianas, estores, cortinas, tapetes, coisas para limpar (pois claro! aspirador, esfregona, vassouras e pás...), relva no jardim (afinal o muro delimita o jardim para quê?) bicicleta (de cartão, pois então!), lâmpada (Porque à noite, mãe, fecho as janelas e fica escuro! como é óbvio...) e tudo o mais que está para vir.
Mas mesmo sem tudo o que é preciso, o F. e os manos brincaram até caírem de sono na casa nova.
O A., então, do alto do seu metro e quarenta e cinco, só repetia, quase extasiado:
- Oh mãe, nós nunca tínhamos tido uma casa em que até eu coubesse lá dentro!
O F., claro, entra e sai de pé, e ainda pode crescer uns bons pares de centímetros até que a cabeça lhe chegue ao tecto.
Ah, e a propósito de tecto, ainda falta pôr o fumo na chaminé, não me posso esquecer!

quinta-feira, 18 de março de 2010

grandes invenções da humanidade

Ontem, o F. inventou a pirileca. Não sabemos exactamente o que é, mas parece-se com certeza com uma grua, um reboque e mais qualquer coisa. Levanta baldes com terra, pedras e automóveis. É cinzenta, preta, azul e cor-de-rosa como pode verificar-se na imagem.
Mas há outras grandes invenções da humanidade...
- Quando eu era pequenino, bebé, tu tinhas uma bolsinha e eu via tudo.
A bolsinha não é exactamente porque eu seja um marsupial (coisa de que não me importava nada!) mas porque a Rosa faz os mais lindos e confortáveis slings do mundo! (o desenho foi feito pelo V. em Janeiro de 2007)
Pirilecas ou slings, o mundo está cheio de grandes invenções da humanidade que nos fazem mais felizes!