Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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domingo, 11 de setembro de 2011

suspiros


A equipa dos pequeninos, na escolinha, mudou. E , a nós, adultos, este tipo de mudanças custa-nos, invariavelmente
Mas como o F. já sabe e gosta de cantar como o Zé Mário (Branco)
E se todo o mundo é composto de mudança
Troquemos-lhe as voltas qu'inda o dia é uma criança
Os miúdos são mil vezes mais plásticos do que nós, adultos empedrenidos, e resumiu a mudança numa única frase que disse à C., professora do 1º ano, com quem tem uma muito especial empatia.
- C,. eu gosto muito de ti, mas pela E. suspiro!
E é verdade, ou não o tivéssemos, eu e os manos, ouvido suspirar ao ver a E. a atravessar a rua, nesse mesmo dia, pela manhã!

terça-feira, 5 de julho de 2011

os "meninos"


Os manos, nome por que são conhecidos cá em casa o F. e o V., voltaram a juntar-se no quarto onde moraram até o F. precisar de sair do quarto dos pais.
Quando o A. passou para o 2º Ciclo, o quarto de brinquedos, depois escritorinho, como eles gostavam de lhe chamar, passou a ser o quarto do A., o grande, e o V. passou a partilhar o quarto com o F.
Agora que o F. fica nos Gambozinos e os manos se juntam na escola básica/secundária, o F. ganhou direito a um quarto só para ele.
O fim-de-semana foi simplesmente alucinante, com as mudanças. Não porque os meus filhos tenham muita roupa ou muitos brinquedos, mas porque têm uma gigantesca biblioteca!
Mas, hoje é terça-feira e já só há uns restos de tralha para arrumar. Eles ajudaram imenso!
Desde sábado (dia em que dormiram a primeira noite nos quartos novos), coincidência ou não, o F. trata os manos, não por manos ou irmãos, como era seu costume, mas por meninos.
Anteontem, por exemplo, chegou a casa, vindo de casa dos avós, com uma garrafinha termos na mão e disparou, ainda do átrio:
- Meninos, meninos, vocês vão ficar furiosos! A avó deu-me uma garrafa que a água fica fria! É só para mim, não é para vocês, meninos!
O A. e o V. não sabem se hão-de rir ou de chorar...
- Francamente, mãe, chamar-nos meninos!

domingo, 13 de março de 2011

o povo unido jamais será vencido

Às duas da manhã, o meu namorado chegou a casa com um sorriso estampado na cara.
O povo estivera, finalmente, de novo, unido na rua. Entre cravos, cartazes e skinheads, foram milhares de pessoas que tranquilamente gritaram pela mudança.
As canções da nossa infância voltaram a ouvir-se.
Hoje, acordei com a esperança de um futuro melhor para os meus filhos.