Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
sábado, 11 de dezembro de 2010
não há 3 sem 4...
Pois é, o F. fez mesmo 4 anos e fez questão de nos lembrar isso quase todos os dias desde aí.
A sua festa foi muito feliz. A pantera cor-de-rosa também foi convidada, o que dá sempre uma tonalidade menos azul à casa!
Os presentes foram simplesmente fantásticos!
Melhor que isto era difícil! Obrigada a todos... (esta frase soa-me familiar...)
domingo, 5 de dezembro de 2010
mãos de fada
Num cantinho encantador, muito perto do Hospital da Prelada, as mãos da Sara transformam fios em peças tão delicadas que parecem feitas por mãos de fada.
Além disso, a própria Sara é encantadora e delicada como tudo o que faz e de que se rodeia.
Trazer as suas peças para casa é incentivar o seu trabalho e ter a certeza de que ninguém tem uma peça igual à nossa.
Eu vou voltar lá, muitas vezes!
Além disso, a própria Sara é encantadora e delicada como tudo o que faz e de que se rodeia.
Trazer as suas peças para casa é incentivar o seu trabalho e ter a certeza de que ninguém tem uma peça igual à nossa.
Eu vou voltar lá, muitas vezes!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
os 24 dias até ao Natal
Começou a contagem crescente.
Os manos montaram a árvore e eu, imbuída de verdadeiro espírito natalício, consegui terminar o nosso calendário do advento deste ano.
- Uau! - gritaram eles quando entraram em casa.
Assim vale a pena!
Os manos montaram a árvore e eu, imbuída de verdadeiro espírito natalício, consegui terminar o nosso calendário do advento deste ano.
Com papel vegetal picotado, pintado, cosido, furado e pendurado...
- Uau! - gritaram eles quando entraram em casa.
Assim vale a pena!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
ovos passos
O F. continua a crescer e não tarda muito vai deixar de ter três anos, o que quer dizer que vai ficar mesmo grande. Ou melhor, ainda maior.
Felizmente, quando fala ainda se nota que é pequenino e que, espero, continuará a sê-lo mesmo quando for grande.
Hoje houve festa na escolinha (que, é preciso que se diga, não teve actividades lectivas em solidadariedade para com a greve geral - uma atitude muito bonita, em minha opinião) e, como tal, houve bolo. Gosto sempre de saber de que são os bolos (faz-me crescer água na boca). O F. esclareceu-me:
- Era laranja e branco com ovos passos!Ovos passos... Talvez uma combinação entre ovos moles e uvas passas?
Nunca se sabe. Ainda assim, ovos passos parece-me abensonhado!
E devem parecer-se com esta pintura que o F. fez há um mais de um mês atrás.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
o meu avô
A família (e os amigos, também!) são aquilo que me prende à vida.
Este fim-de-semana foi o fim-de-semana da minha família.
O meu irmão doutorou-se no último dia dos seus 29 anos, no dia seguinte fez 30 anos e, ontem, a minha única tia de sangue fez 70 anos.
Como se não bastasse a sucessão de emoções, ainda tive direito a um presente que me deixou emocionadíssima.
A minha tia ofereceu-me um retrato muito especial.
Este fim-de-semana foi o fim-de-semana da minha família.
O meu irmão doutorou-se no último dia dos seus 29 anos, no dia seguinte fez 30 anos e, ontem, a minha única tia de sangue fez 70 anos.
Como se não bastasse a sucessão de emoções, ainda tive direito a um presente que me deixou emocionadíssima.
A minha tia ofereceu-me um retrato muito especial.
A minha avó tinha-o à cabeceira da cama.
Agora que a cama foi embora, o retrato veio para junto de mim.
São estas coisas, pequeninas, que me prendem verdadeiramente à vida.
Tenho pena de não ter sido capaz de guardar o meu avô na memória, mas tenho-o dentro do coração. Assim. Exactamente. Com a cabeça nele encostada.
sábado, 20 de novembro de 2010
o meu namorado
O F. anda naquela fase adorável em que é o meu namorado.
De manhã dá-me beijinhos e repete vezes sem conta tu és linda!
Anteontem, acrescentou ainda:
- O pai não vai casar contigo. Eu é que vou casar contigo!
E deu-me um daqueles abraços apertados que sabem a filho enamorado...
Eu, por mim, também estou (sempre?!) naquela fase adorável de achar os meus filhos encantadores.
E, para dizer a verdade, não é nada mau ter assim uma espécie de três namorados para além do pai deles!
Ah, e ainda há o Peter, claro! Mas esse é só um coelho!!!
De manhã dá-me beijinhos e repete vezes sem conta tu és linda!
Anteontem, acrescentou ainda:
- O pai não vai casar contigo. Eu é que vou casar contigo!
E deu-me um daqueles abraços apertados que sabem a filho enamorado...
Eu, por mim, também estou (sempre?!) naquela fase adorável de achar os meus filhos encantadores.
E, para dizer a verdade, não é nada mau ter assim uma espécie de três namorados para além do pai deles!
Ah, e ainda há o Peter, claro! Mas esse é só um coelho!!!
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
diospiros, laranjas e margaridas
Os fins-de-semana parecem ser agora o nosso maior desejo.
E as semanas vão ficando tão pequeninas que nem dá tempo para escrever os posts!
Foi o primeiro fim-de-semana de Novembro.
Com o disopireiro carregado de enormes bolas cor-de-laranja...
O cheiro das laranjas que ficaram por colher...
E as semanas vão ficando tão pequeninas que nem dá tempo para escrever os posts!
Foi o primeiro fim-de-semana de Novembro.
Com o disopireiro carregado de enormes bolas cor-de-laranja...
O cheiro das laranjas que ficaram por colher...
A cor das margaridas a conversarem aos molhos...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
fim-de-semana p'ra ganhar coragem
No sábado começámos o nosso tão esperado fim-de-semana em Lisboa. Eu e os três manos.
Depois de uma viagem de comboio de filme, com aquela chuva imparável a pintar de aguarela a paisagem deslizante, fomos para dentro das histórias da Paula, na casa dela.
Não sei do que gostei mais. Se da chuva, se dos bonecos, se da casa, se das salas do Victor.
Acho que gostei mais de tudo, como os meus filhos costumam dizer.
No domingo, em Oeiras, as bruxas sairam à rua.
O A., de cara branca, o V., de pirata, o F. de Shrek (foi que o se arranjou quentinho para o tamanho dele..) e a M. de propriamente bruxa. Os quatro, sozinhos, de noite, percorreram a rua da mãe d'água de lá para cá, tocando a cada uma das portas, sistematicamente.
A colheita do dia foi generosa e as dores de barriga de segunda-feira também!
Foi um fim-de semana absolutamente inesquecível... para todos, creio.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
palavras
O F. está a crescer (só enquanto dorme, claro!) o que quer dizer que as palavras que usa estão a crescer com ele.
Anteontem, ao jantar, perguntou-me:
- Sabes o que é uma mocidade?
E nem esperou pela resposta:
- Uma mocidade é muitas pessoas!
Tive alguma pena de ter de lhe explicar que muitas pessoas é uma multidão. É por estas e por outras que não temos um vocabulário criativo como o do abensonhado Mia Couto.Mas, felizmente, o F. ainda diz:
- Eu estava muito sugadinho e veio o A. e inrompeu-me!
Ah, e a pirileca entrou definitivamente no nosso vocabulário. Ainda assim nem tudo se perde!
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
livros nos bolsos
O F. tem a alcunha de rato Xico na escolinha. E como não tínhamos o livro, tivemos que o trazer.
Depois, havia os bolsos da Marta, cheios de coisas que geralmente se tiram mesmo dos bolsos. Também veio. (E eu feliz, porque continuo viciada nos desenhos de Quentin Blake!)
Ficaram os porquinhos do Anthony Browne. (Com quem continuo a ter uma relação muito ambígua...)
A capacidade selectiva do meu filho continua a surpreender-me. Eu não teria feito melhor!
Não sei se quando ele crescer vou conseguir comprar livros com tanto critério e, sobretudo, ser capaz de dizer a mim mesma o que lhe digo a ele:
- Não podemos levar todos!
Depois, havia os bolsos da Marta, cheios de coisas que geralmente se tiram mesmo dos bolsos. Também veio. (E eu feliz, porque continuo viciada nos desenhos de Quentin Blake!)
A capacidade selectiva do meu filho continua a surpreender-me. Eu não teria feito melhor!
Não sei se quando ele crescer vou conseguir comprar livros com tanto critério e, sobretudo, ser capaz de dizer a mim mesma o que lhe digo a ele:
- Não podemos levar todos!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
o peixe
O A. descobriu o cinema. No domingo viu o Big Fish, de Tim Burton comigo. Agora está a vê-lo com o V. e com o pai.
- Um bom filme, mãe, pode-se ver muitas vezes que não cansa!
Contei-lhe da minha tia A. que foi ao cinema sete vezes ver o Amadeus.
- A sério?
A sério. É um filme que havemos de ver. Até porque na sexta-feira passada, o F. lembrou-se que já não via o Papageno há muito tempo e entrámos numa nova temporada de Flautas Mágicas. O F. conhece-as e lembra-se de todas. Mas continua a preferir os cenários de Hopper e o filme do Bergman. Com três anos dir-se-ia que tem critérios exigentes de selecção.
E quanto ao grande peixe, a vida é mesmo assim: tornamo-nos nas nossas próprias histórias.
A mim parece-me bonito...
- Um bom filme, mãe, pode-se ver muitas vezes que não cansa!
Contei-lhe da minha tia A. que foi ao cinema sete vezes ver o Amadeus.
- A sério?
A sério. É um filme que havemos de ver. Até porque na sexta-feira passada, o F. lembrou-se que já não via o Papageno há muito tempo e entrámos numa nova temporada de Flautas Mágicas. O F. conhece-as e lembra-se de todas. Mas continua a preferir os cenários de Hopper e o filme do Bergman. Com três anos dir-se-ia que tem critérios exigentes de selecção.
E quanto ao grande peixe, a vida é mesmo assim: tornamo-nos nas nossas próprias histórias.
A mim parece-me bonito...
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sábado, 9 de outubro de 2010
o cavalo
O A. e o V. sabem e gostam de mitologia. Ontem, deitaram-se os dois à meia-noite (o V. enfiado na cama do A.!) para poderem ver até ao fim um filme que o meu irmão lhes deu: Troy.
Acho que o facto de tratarem Aquiles por tu lhes vai ser útil, de qualquer forma, no futuro.
Os bons livros ilustrados que se vão fazendo por aí foram, muito antes dos filmes, os responsáveis pela paixão dos dois pelos deuses.
Acho que o facto de tratarem Aquiles por tu lhes vai ser útil, de qualquer forma, no futuro.
Os bons livros ilustrados que se vão fazendo por aí foram, muito antes dos filmes, os responsáveis pela paixão dos dois pelos deuses.
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domingo, 3 de outubro de 2010
leves fardos são estes
A convite da própria Mafalda (a do desenho) fomos ontem ao CLP.
Para todos, foi uma experiência única, aquele Génesis dito pelo Luís Carvalho.
Acho que depois de ontem, a teoria do Big Bang nunca mais vai convencer-nos!
O GÉNESIS
Jeová por alcunha - o Padre Eterno,
Deus muitíssimo padre e muito pouco eterno,
Teve uma ideia suja, uma ideia infeliz:
Pôs-se a esgravatar co’o dedo no nariz,
Tirou desse nariz o que o nariz encerra,
Deitou isso depois cá baixo, e fez-se a Terra.
Em seguida tirou da cabeça o chapéu.
Pô-lo em cima da Terra, e zás, formou o céu.
Mas o chapéu azul do Padre Omnipotente
Era um velho penante, um penante indecente,
Já muito carcomido e muito esburacado,
E eis aí porque o Céu ficou todo estrelado.
Depois o Criador (honra lhe seja feita!)
Achou a sua obra uma obra imperfeita,
Mundo sarrafaçal, globo de fancaria,
Que nem um aprendiz de Deus assinaria,
E furioso escarrou no mundo sublunar,
E a saliva ao cair na Terra fez o mar.
Depois, para que a igreja arranjasse entre os povos
Com bulas da cruzada, alguns cruzados novos,
E Tartufo pudesse inda dessa maneira
Jejuar, sem comer de carne à sexta-feira,
Jeová fez então para a crença devota
A enguia, o bacalhau e a pescada-marmota.
Em seguida meteu a mão pelo socavo,
Mais profundo e maior que a caverna de Caco,
E arrancando de lá parasitas estranhos,
De toda a qualidade e todos os tamanhos,
Lançou-os sobre a Terra, e deste modo insonte
Fez ele o megatério e fez o mastodonte.
Depois, para provar em suma quanto pode
Um Criador, tirou dois pêlos do bigode,
Cortou-os em milhões e milhões de bocados,
(Obra em que ele estragou quatrocentos machados)
Dispersou-os no globo, e foi desta maneira
Que nasceu o carvalho, o plátano e a palmeira.
Por fim com barro vil, assombro da olaria!,
O que é que imaginais que o Criador faria?
Um pote? não; um bicho, um bípede com rabo,
A que uns chamam Adão e outros Simão. Ao cabo
O pobre Criador sentindo-se já fraco,
(Coitado, tinha feito o universo e um macaco
Em seis dias!) pensou: Deixemo-nos de asneiras,
Trago já uma dor horrível nas cadeiras,
Fastio... Isto dá cabo até de uma pessoa...
Nada, toca a dormir uma sonata boa!-
Descalçou-se, tirou os óc’los e o chinó,
Pitadeou com delícia alguns trovões em pó,
Abriu, para cair num sono repentino,
O alfarrábio chamado o livro do Destino,
E enflanelando bem a carcaça caduca,
com o barrete azul-celeste até à nuca,
Fez ortodoxamente o seu sinal da cruz
Como qualquer de nós, tossiu, soprou à luz,
E de pança pró ar, num repoiso bendito,
Espojou-se, estirou-se ao longo do infinito
Num imenso enxergão de névoa e luz doirada.
E até hoje, que eu saiba, inda não fez mais nada.
Guerra Junqueiro
Para todos, foi uma experiência única, aquele Génesis dito pelo Luís Carvalho.
Acho que depois de ontem, a teoria do Big Bang nunca mais vai convencer-nos!
O GÉNESIS
Jeová por alcunha - o Padre Eterno,
Deus muitíssimo padre e muito pouco eterno,
Teve uma ideia suja, uma ideia infeliz:
Pôs-se a esgravatar co’o dedo no nariz,
Tirou desse nariz o que o nariz encerra,
Deitou isso depois cá baixo, e fez-se a Terra.
Em seguida tirou da cabeça o chapéu.
Pô-lo em cima da Terra, e zás, formou o céu.
Mas o chapéu azul do Padre Omnipotente
Era um velho penante, um penante indecente,
Já muito carcomido e muito esburacado,
E eis aí porque o Céu ficou todo estrelado.
Depois o Criador (honra lhe seja feita!)
Achou a sua obra uma obra imperfeita,
Mundo sarrafaçal, globo de fancaria,
Que nem um aprendiz de Deus assinaria,
E furioso escarrou no mundo sublunar,
E a saliva ao cair na Terra fez o mar.
Depois, para que a igreja arranjasse entre os povos
Com bulas da cruzada, alguns cruzados novos,
E Tartufo pudesse inda dessa maneira
Jejuar, sem comer de carne à sexta-feira,
Jeová fez então para a crença devota
A enguia, o bacalhau e a pescada-marmota.
Em seguida meteu a mão pelo socavo,
Mais profundo e maior que a caverna de Caco,
E arrancando de lá parasitas estranhos,
De toda a qualidade e todos os tamanhos,
Lançou-os sobre a Terra, e deste modo insonte
Fez ele o megatério e fez o mastodonte.
Depois, para provar em suma quanto pode
Um Criador, tirou dois pêlos do bigode,
Cortou-os em milhões e milhões de bocados,
(Obra em que ele estragou quatrocentos machados)
Dispersou-os no globo, e foi desta maneira
Que nasceu o carvalho, o plátano e a palmeira.
Por fim com barro vil, assombro da olaria!,
O que é que imaginais que o Criador faria?
Um pote? não; um bicho, um bípede com rabo,
A que uns chamam Adão e outros Simão. Ao cabo
O pobre Criador sentindo-se já fraco,
(Coitado, tinha feito o universo e um macaco
Em seis dias!) pensou: Deixemo-nos de asneiras,
Trago já uma dor horrível nas cadeiras,
Fastio... Isto dá cabo até de uma pessoa...
Nada, toca a dormir uma sonata boa!-
Descalçou-se, tirou os óc’los e o chinó,
Pitadeou com delícia alguns trovões em pó,
Abriu, para cair num sono repentino,
O alfarrábio chamado o livro do Destino,
E enflanelando bem a carcaça caduca,
com o barrete azul-celeste até à nuca,
Fez ortodoxamente o seu sinal da cruz
Como qualquer de nós, tossiu, soprou à luz,
E de pança pró ar, num repoiso bendito,
Espojou-se, estirou-se ao longo do infinito
Num imenso enxergão de névoa e luz doirada.
E até hoje, que eu saiba, inda não fez mais nada.
Guerra Junqueiro
terça-feira, 28 de setembro de 2010
o sabor dos dias
O A. tem uma nova professora de Língua Portuguesa e anda entusiasmado com o facto de ela não se limitar ao manual escolar e apresentar propostas pessoais que o estão, claramente, a entusiasmar.
No sábado começou o seu diário. E está a descobrir o sabor dos dias através dos pequenos registos que faz no seu novo caderno azul, todos os fins de tarde.
Ainda bem que há professores assim!
No sábado começou o seu diário. E está a descobrir o sabor dos dias através dos pequenos registos que faz no seu novo caderno azul, todos os fins de tarde.
Ainda bem que há professores assim!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
lanches
À quinta-feira, eu e o F. lanchamos juntos para podermos estar algum tempo a sós, sem irmãos, antes de voltarmos todos para casa.
Ontem, comemos "bolachas com chapéu", da família dos húngaros, e quando tirámos a última o F. pediu-me "engordar o saco de plástico para depois arrebentar"!
Os nossos lanches são assim!
Ontem, comemos "bolachas com chapéu", da família dos húngaros, e quando tirámos a última o F. pediu-me "engordar o saco de plástico para depois arrebentar"!
Os nossos lanches são assim!
domingo, 19 de setembro de 2010
coelhices
Depois de um acidente nas férias (que não vou relatar) temos agora um animal de estimação.
O F. anda fascinado com as capacidades do Peter. O pai anda simplesmente babado. O A. e o V. entusiasmados e responsáveis e eu...
Que mais poderia desejar que ter em casa uma das mais famosas personagens da história dos livros ilustrados para crianças?
O F. anda fascinado com as capacidades do Peter. O pai anda simplesmente babado. O A. e o V. entusiasmados e responsáveis e eu...
Que mais poderia desejar que ter em casa uma das mais famosas personagens da história dos livros ilustrados para crianças?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
cores
No fim-de-semana passado, o A. pediu-me para o ensinar a tecer no tear.
Já tinha experimentado o tear de cartão, mas a ideia da máquina não lhe passava.
Como não temos um tear a sério, ajudei-o a montar uma teia num pequeno e rudimentar tear que guardei da minha infância.
E durante uma tarde inteira teceu.
E o F. brincava com as molas da roupa...
Cada um passou a tarde a brincar com as cores, à sua maneira.
Eu, por mim, tive uma tarde tranquila e muito colorida!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
pirileca II
Ontem o F. foi com a escolinha à Casa da Música.
Os grandes foram munidos de trotinetas e skates.
Os pequeninos levaram os cinco sentidos apurados.
Quando o fui buscar, perguntei-lhe como tinha sido.
- Nem me fales de pirilecas, por amor de Deus! Era só para cima e para baixo, para cima e para biaxo...
É que parece que estava uma pirileca com dois homens a limpar os vidros da Casa.
AH, e o V. informou-me que são os homens que têm um comando para accionar a pirileca. Não está nenhum homem cá em baixo.
Extraordinário mundo das pirilecas!
Os grandes foram munidos de trotinetas e skates.
Os pequeninos levaram os cinco sentidos apurados.
Quando o fui buscar, perguntei-lhe como tinha sido.
- Nem me fales de pirilecas, por amor de Deus! Era só para cima e para baixo, para cima e para biaxo...
É que parece que estava uma pirileca com dois homens a limpar os vidros da Casa.
AH, e o V. informou-me que são os homens que têm um comando para accionar a pirileca. Não está nenhum homem cá em baixo.
Extraordinário mundo das pirilecas!
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
água de vaca
Parados no semáforo. Um camião frigorífico à nossa frente com publicidade ao leite Vigor.
Pelo retrovisor aprecio a concentração do F. a observar o camião. E depois o sorriso daquela lâmpada que aparece na BD por cima da cabeça das personagens.
- Mãe, vou-te contar uma coisa engraçada. Este camião é de água de vaca!
E o sorriso dele espalha-se numa gargalhadinha tímida.
Afinal não é tão mau como isso não ser do tempo dos leiteiros e das padeiras. O mundo ainda tem o seu encanto!
Pelo retrovisor aprecio a concentração do F. a observar o camião. E depois o sorriso daquela lâmpada que aparece na BD por cima da cabeça das personagens.
- Mãe, vou-te contar uma coisa engraçada. Este camião é de água de vaca!
E o sorriso dele espalha-se numa gargalhadinha tímida.
Afinal não é tão mau como isso não ser do tempo dos leiteiros e das padeiras. O mundo ainda tem o seu encanto!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ceci n'es pas une pomme
Magritte tê-lo-ia dito assim.
O F., ontem ao jantar, com uma banana disse de outra maneira:
-É um barco... uma lua... um arco-íris!
E como ele estava muito cansado eu comi aquilo tudo com compota de abóbora!
Não era uma maçã, mas soube-me mesmo bem.
O F., ontem ao jantar, com uma banana disse de outra maneira:
-É um barco... uma lua... um arco-íris!
E como ele estava muito cansado eu comi aquilo tudo com compota de abóbora!
Não era uma maçã, mas soube-me mesmo bem.
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