O meu pai tem um amigo de infância, alemão, com quem mantém contacto desde sempre e, provavelmente, até sempre.
O G. é, para mim, que o conheço mais das narrativas do meu pai do que pessoalmente, mais que uma pessoa. É assim uma espécie de personagem da história da nossa família.
Durante o pós guerra, a mãe do G. tomava semanalmente chá com as amigas alemãs e, rotativamente, em casa de cada uma, havia também uma das senhoras que rotativamente oferecia uma caixa de bombons à anfitriã.
Um dia, chegou a vez da mãe do G. receber as amigas em sua casa e receber a dita caixa de bombons.
Mais tarde, a mãe do G. ganhou coragem e confessou a uma das amigas, em quem depositava maior confiança, que ao abrir a caixa verificara que os bombons estavam estragados, claramente muito para lá do prazo de validade e bom estado de conservação.
Exclamação da amiga:
- E tu abriste?
É que, ao que parece, a caixa circulava, de casa em casa, de mão em mão, sem nunca ser aberta.
Era uma caixa táxi, como lhe chamou o G.
É uma história bonita, não é?
Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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sábado, 22 de outubro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
mon amour
Destesto a importação de objectivos meramente capitalistas do Valentine's Day.
Além de tudo é expresso sob a forma da maior piroseira possível.
Podíamos adoptar modelos bem mais interessantes, ternos e capazes de promover o sentido do amor profundo (pareço o Daniel Sampaio a falar, mas que se lixe!).
"Mon Amour" de Beatrice Alemagna foi o último livro sobre o amor que comprei. E continuo a amá-lo, como no primeiro dia em que o abri.
Além de tudo é expresso sob a forma da maior piroseira possível.
Podíamos adoptar modelos bem mais interessantes, ternos e capazes de promover o sentido do amor profundo (pareço o Daniel Sampaio a falar, mas que se lixe!).
"Mon Amour" de Beatrice Alemagna foi o último livro sobre o amor que comprei. E continuo a amá-lo, como no primeiro dia em que o abri.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
fim-de-semana p'ra ganhar coragem
No sábado começámos o nosso tão esperado fim-de-semana em Lisboa. Eu e os três manos.
Depois de uma viagem de comboio de filme, com aquela chuva imparável a pintar de aguarela a paisagem deslizante, fomos para dentro das histórias da Paula, na casa dela.
Não sei do que gostei mais. Se da chuva, se dos bonecos, se da casa, se das salas do Victor.
Acho que gostei mais de tudo, como os meus filhos costumam dizer.
No domingo, em Oeiras, as bruxas sairam à rua.
O A., de cara branca, o V., de pirata, o F. de Shrek (foi que o se arranjou quentinho para o tamanho dele..) e a M. de propriamente bruxa. Os quatro, sozinhos, de noite, percorreram a rua da mãe d'água de lá para cá, tocando a cada uma das portas, sistematicamente.
A colheita do dia foi generosa e as dores de barriga de segunda-feira também!
Foi um fim-de semana absolutamente inesquecível... para todos, creio.
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