Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

nós em festa


Ou por outras palavras "wii party".
Há mais de um ano que o aparelho está cá em casa, mas só agora é que lhe damos verdadeiramente uso.
Até porque agora o F. também joga!
É absolutamente impressionante para uma criatura da minha idade, que nasceu virtualmente na idade da pedra, como uma criança de cinco anos pode dominar o mundo da tecnologia sem saber ler. O F. conhece todos os procedimentos necessários para começar, continuar, recuar, recomeçar, optar e concluir, não um, mas qualquer jogo.
Ele aprende exactamente como eu aprendi a fritar batatas com a minha avó: observando.
A  minha avó fazia as melhores batatas fritas do mundo. Cortadas num instrumento que eu também tenho, dispunha-as sobre um pano como quem prepara as cartas para uma paciência e depois secava-as, com outro pano, e recolhia-as, num baralho que ia deslizando para dentro da sertã.
É o mesmo que acertar com a mãozinha no sítio certo, carregar A, ou B para voltar para trás, seleccionar o Mii, o número de jogadores, o jogo e jogar.
E a vitória sabe a batatas fritas da minha avó! 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ler


Ler é uma das coisas boas da vida.
Sobretudo, quando é Manuel António Pina a escrever.
Ou a falar, neste caso.
A sua melancolia é contagiosamente um incentivo à felicidade, por incrível que pareça.
Mas a sua bondade é ainda melhor do que a sua poesia, é verdade.
A poesia é uma forma superior de bondade, digo eu.


Depois de M. A. Pina só mesmo uma boa história para adormecer.
Comecei a lê-la para os manos grandes. Eles cumpriram o objectivo, adormecer, e eu fiquei a ler o livro até ao fim.
Muito divertido!
O tio Rui é assim uma espécie de Manuel António Pina... de trazer por casa.
Imagino, agora, o seu bigode cheio de letras.
E a sua bondade a cair sobre nós, como poesia.