Todas as noites à hora da sopa é a mesma coisa. (Desde que o Quino inventou a Mafalda o mundo deixou de ser o mesmo, e ainda bem!)
Cá em casa não haveria de ser diferente!
Mas, e se no fundo do prato estivesse mesmo... o Chico?
E, melhor ainda, se no fundo do prato estivesse o F. ou o V.? (O A. também tinha gostado mas acha que já é crescido de mais para isso.)
Afinal, é tudo uma questão de... imaginação? Ou talvez não!
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
grandes invenções da humanidade
Ontem, o F. inventou a pirileca. Não sabemos exactamente o que é, mas parece-se com certeza com uma grua, um reboque e mais qualquer coisa. Levanta baldes com terra, pedras e automóveis. É cinzenta, preta, azul e cor-de-rosa como pode verificar-se na imagem.
Mas há outras grandes invenções da humanidade...
- Quando eu era pequenino, bebé, tu tinhas uma bolsinha e eu via tudo.
A bolsinha não é exactamente porque eu seja um marsupial (coisa de que não me importava nada!) mas porque a Rosa faz os mais lindos e confortáveis slings do mundo! (o desenho foi feito pelo V. em Janeiro de 2007)
Pirilecas ou slings, o mundo está cheio de grandes invenções da humanidade que nos fazem mais felizes!
Mas há outras grandes invenções da humanidade...
- Quando eu era pequenino, bebé, tu tinhas uma bolsinha e eu via tudo.
A bolsinha não é exactamente porque eu seja um marsupial (coisa de que não me importava nada!) mas porque a Rosa faz os mais lindos e confortáveis slings do mundo! (o desenho foi feito pelo V. em Janeiro de 2007)
Pirilecas ou slings, o mundo está cheio de grandes invenções da humanidade que nos fazem mais felizes!
terça-feira, 16 de março de 2010
ovos misteriosos II
- Sabes o fizemos hoje? - pergunta-me o F. quando o vou buscar à escolinha - Ovos de chococolate!
(o F. diz mesmo chococolate mas para compensar diz hiopótamo)
- A sério?
- A sério!
Ao jantar tentamos perceber como fizeram os ovos... mas não é fácil.
- Chococolate, leite... E tinha um fogão com pernas!
- E como é que fizeram o chocolate ficar redondo como os ovos? - quiseram saber os quatro pares de olhos curiosos, à volta da mesa.
- Com lápis... e caneta!
- Mas eram ovos assim lisinhos ou como os que temos no frigorífico, de pé? - perguntou um par de olhos.
- De pé!
- E fizeram com caneta? - inquiriu outro par de olhos.
- Caneta, lápis, cartão...
Não. Por ali, definitivamente, não chegaríamos lá.
O mistério dos ovos de chocolate merecia uma solução à altura da imaginação.
- Já sei! A única maneira simples de fazer ovos de chocolate... é arranjar uma galinha de chocolate! Uma galinha de chocolate põe ovos de chocolate!
Seria caso para dizer... "A minha mãe é óptima!"
Mas para dizer a verdade gosto muito mais de "O meu pai". E, afinal, ele também é óptimo!
(o F. diz mesmo chococolate mas para compensar diz hiopótamo)
- A sério?
- A sério!
Ao jantar tentamos perceber como fizeram os ovos... mas não é fácil.
- Chococolate, leite... E tinha um fogão com pernas!
- E como é que fizeram o chocolate ficar redondo como os ovos? - quiseram saber os quatro pares de olhos curiosos, à volta da mesa.
- Com lápis... e caneta!
- Mas eram ovos assim lisinhos ou como os que temos no frigorífico, de pé? - perguntou um par de olhos.
- De pé!
- E fizeram com caneta? - inquiriu outro par de olhos.
- Caneta, lápis, cartão...
Não. Por ali, definitivamente, não chegaríamos lá.
O mistério dos ovos de chocolate merecia uma solução à altura da imaginação.
- Já sei! A única maneira simples de fazer ovos de chocolate... é arranjar uma galinha de chocolate! Uma galinha de chocolate põe ovos de chocolate!
Seria caso para dizer... "A minha mãe é óptima!"
Mas para dizer a verdade gosto muito mais de "O meu pai". E, afinal, ele também é óptimo!
segunda-feira, 15 de março de 2010
pequenas flores vermelhas
O F., ao meu colo, enquanto lemos um livro e a propósito, aparentemente, de nada:
- Sai uma asneirita e pumba! não tem piclo!
Eu explico. Na escolinha, às sextas-feiras, todos os meninos se juntam e fazem a avaliação do seu comportamento durante a semana. Depois, têm plico, ou não têm piclo, ou têm piclo emprestado. Os piclos são assim uma espécie de pequenas flores vermelhas.
Aliás, vimos o filme juntos e gostámos muito. O F. ainda não tinha os três anos feitos e viu-o três ou quatro vezes seguidas. O V. achou a professora mesmo má e o A. não se manifestou.
O filme é brilhante. Mas ainda mais brilhante foi a ideia da I. (a nossa gambozina preferida que nos emprestou o filme) de lhe chamar "os pequenos picos de avaliação"!
- Sai uma asneirita e pumba! não tem piclo!
Eu explico. Na escolinha, às sextas-feiras, todos os meninos se juntam e fazem a avaliação do seu comportamento durante a semana. Depois, têm plico, ou não têm piclo, ou têm piclo emprestado. Os piclos são assim uma espécie de pequenas flores vermelhas.
Aliás, vimos o filme juntos e gostámos muito. O F. ainda não tinha os três anos feitos e viu-o três ou quatro vezes seguidas. O V. achou a professora mesmo má e o A. não se manifestou.
O filme é brilhante. Mas ainda mais brilhante foi a ideia da I. (a nossa gambozina preferida que nos emprestou o filme) de lhe chamar "os pequenos picos de avaliação"!
sábado, 13 de março de 2010
o dia em que a mãe ficou com barriga de chaminé
No carro, os três no banco de trás. O V. e o A. contam que uma vez um cão de uma vizinha ficou com a cauda entalada na porta do elevador. A conversa estende-se, sobre caudas, e como as caudas são o prolongamento da coluna vertebral. Explico-lhes que nós próprios, na barriga da mãe, temos uma pequena cauda que depois enrola para dentro e se transforma no cóccix. O F. intervém, esclarecendo os irmãos em tom doutoral:
- Vocês estavam na barriga da minha mãe, a mãe C., tinha uma chaminé, depois vinha o pai com uma escada muito grande e desciam, desciam e nasciam! Era assim!
Bom, já tinha ouvido muitas teorias sobre técnicas de parto, mas confesso que a da chaminé me escapou!
Alguma semelhança entre uma mãe e um pai natal deverá ser mera coincidência, imagino...
sexta-feira, 12 de março de 2010
PNB
Eu leio, tu lês... ele não lê. A coisa era assim.
No presente, a conjugação é outra.
Eu leio, tu lês, ele não lia.
O A. não lia. Agora lê. Graças à Rosa e a uma coisa que vai rebentar de vez com o fascizante PNL.
O PNB. Plano Nacional de Bidé.
Não é piada. É um assunto muito sério. A ideia é da Rosa. E funciona!
Ontem de manhã o V. veio-me perguntar:
- Ó mãe, a regra do bidé não é que só pode ler quem está lá? É que o A. não sai de lá e eu também quero ler!
Exactamente. O A. agora senta-se lá e não pára de ler graças ao PNB.
A estratégia é simples: põem-se dois ou três livros no bidé e deixam-se lá ficar.
Eu leio, tu lês, ele lê, nós lemos, vós leis, eles lêem.
Porque, como toda a gente sabe, não há sítio mais sossegado para ler!
No presente, a conjugação é outra.
Eu leio, tu lês, ele não lia.
O A. não lia. Agora lê. Graças à Rosa e a uma coisa que vai rebentar de vez com o fascizante PNL.
O PNB. Plano Nacional de Bidé.
Não é piada. É um assunto muito sério. A ideia é da Rosa. E funciona!
Ontem de manhã o V. veio-me perguntar:
- Ó mãe, a regra do bidé não é que só pode ler quem está lá? É que o A. não sai de lá e eu também quero ler!
Exactamente. O A. agora senta-se lá e não pára de ler graças ao PNB.
A estratégia é simples: põem-se dois ou três livros no bidé e deixam-se lá ficar.
Eu leio, tu lês, ele lê, nós lemos, vós leis, eles lêem.
Porque, como toda a gente sabe, não há sítio mais sossegado para ler!
quinta-feira, 11 de março de 2010
ovos misteriosos
Às quartas feiras é dia de ACORDA. Os manos grandes divertem-se sob a orientação dos fantásticos alunos da Paula (a Carla, o João Pedro, o Hugo e a Rita) e o F. e o seu amigo P. brincam e correm alegremente pelo ginásio. Às vezes guerreiam...
Hoje, resolveram o problema com a minha sugestão de chocarem a bola verde que disputavam. E nada como chocar bolas de cores para fazer soltar as bolhas da imaginação. Dos ovos-bolas nasceram crocodilos, pintainhos, elefantes, gatos, sapos e andámos atrás deles pelo ginásio fora.
- Olha que gatinho tão fofinho! - dizia o P.
- Mãe, ouve, este está a fazer barulho... - acrescentava o F.
E, a certa altura, o P. pousou uma bola-ovo no chão e declarou:
- Olha, uma árvore! Nasceu uma árvore do meu ovo!
E uma enorme árvore medrou e medrou e medrou...
quarta-feira, 10 de março de 2010
cidade das maravilhas
Uma escavadora a fazer um buraco mesmo em frente ao portão da escolinha esperava-nos ontem pela manhã. À tarde não resisti a inquirir o F. sobre as obras do saneamento.
- Então, a escavadora?
- Sabes, mãe, estão a fazer uma piscina... uma não, duas: uma para pequeninos, outra para grandes!
- Ai é? E qual é a vossa?
- A dos pequeninos é esta, no passeio e a dos grandes... estás a ver, ali, onde está a outra escavadora? ali é a dos grandes! Sabes, tem muuuuita água!
E dali, seguimos para o parque para aproveitar o sol.
Finalmente, um parque com relva que se pode pisar e onde se deve rebolar, uma caixa de areia, equipamentos inovadores e seguros, um segurança omnipresente, wc auto-higienizado e... muito verde em volta.
Da próxima vez havemos de ir explorar a outra parte da quinta: a floresta. Quem sabe encontraremos criaturas maravilhosas à nossa espera, atrás das árvores ou mesmo penduradas nelas!
Este não é, definitivamente o país das maravilhas, mas tudo depende do campo de visão e, sobretudo, dos olhos que o vêem. E se o país não é, a cidade ainda pode sê-lo. O Porto ainda é, muitas vezes, aos olhos deles (e aos meus, também, sobretudo quando estou com eles) a cidade das maravilhas.
- Então, a escavadora?
- Sabes, mãe, estão a fazer uma piscina... uma não, duas: uma para pequeninos, outra para grandes!
- Ai é? E qual é a vossa?
- A dos pequeninos é esta, no passeio e a dos grandes... estás a ver, ali, onde está a outra escavadora? ali é a dos grandes! Sabes, tem muuuuita água!
E dali, seguimos para o parque para aproveitar o sol.
Finalmente, um parque com relva que se pode pisar e onde se deve rebolar, uma caixa de areia, equipamentos inovadores e seguros, um segurança omnipresente, wc auto-higienizado e... muito verde em volta.
Da próxima vez havemos de ir explorar a outra parte da quinta: a floresta. Quem sabe encontraremos criaturas maravilhosas à nossa espera, atrás das árvores ou mesmo penduradas nelas!
Este não é, definitivamente o país das maravilhas, mas tudo depende do campo de visão e, sobretudo, dos olhos que o vêem. E se o país não é, a cidade ainda pode sê-lo. O Porto ainda é, muitas vezes, aos olhos deles (e aos meus, também, sobretudo quando estou com eles) a cidade das maravilhas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
o país das maravilhas
Hoje faltaram à escola para entrarem numa sala de cinema, que abre as portas para a rua.
E o V. declarou:
- É isto um cinema? É muito melhor!!!
E estivemos sentados no hall de entrada, à espera do pai e da Sarita e da Emília que vieram connosco para entrar num buraco atrás de um coelho branco.
Tim Burton deixa-me sempre assim. Com a sensação de que caí na tentação de gostar que uma coisa de que não gosto. Pelo menos, completamente.
Mas é inevitável a rendição final ao passeio pelo país das maravilhas. Por mim, dispensava os óculos, as 3D, o som surround e os monstros modernos.
Só me preocupa que alguém vá ver o filme sem antes conhecer a Alice de Carroll e Tenniel. Verá muito menos que nós. As intertextualidades são talhadas à medida de cada um, é inevitável.
Ninguém pode viver os nossos sonhos por nós. Nem mesmo os que passam numa sala de cinema.
domingo, 7 de março de 2010
casa da música
Os Gambozinos são a outra casa deles.
Às vezes, transforma-se na nossa outra casa, também, onde podemos passar uma tarde inteira a ouvir pessoas pequeninas e pessoas menos pequeninas a fazer música.
De repente, transformamo-nos, assim, numa espécie de enorme família musical, graças à Suzana.
Às vezes, transforma-se na nossa outra casa, também, onde podemos passar uma tarde inteira a ouvir pessoas pequeninas e pessoas menos pequeninas a fazer música.
De repente, transformamo-nos, assim, numa espécie de enorme família musical, graças à Suzana.
quinta-feira, 4 de março de 2010
o avô deles
O V. à noite, na cama, barriga para o ar, os olhos verdes, pensativos:
- Sabes, mãe, aquilo de eu e a Margarida... eu nunca vou casar com ela, mas se eu casasse com ela e tivesse filhos... eles iam ter um bom avô!
Fico tão contente quando eles gostam assim de outros adultos!
É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR
O sol trouxe os amigos. A Sarita, ontem. A Emília, hoje.
Há alturas em que me sinto um iman. As pessoas bonitas vêm colar-se a mim, sem lhes pedir e sem que peçam nada.
A Emília, eu e a Sarita somos três gerações de uma escola que já ninguém mais vai conhecer.
Uma escola pública em que a vida era mais importante que o resto e, por isso, amarravam-se fios em volta de pessoas como nós.
E a única que ficou no sistema fui eu...
A vida é irónica, para quem ouviu ler As aventuras de João sem medo pela voz doce da Emília!
Há alturas em que me sinto um iman. As pessoas bonitas vêm colar-se a mim, sem lhes pedir e sem que peçam nada.
A Emília, eu e a Sarita somos três gerações de uma escola que já ninguém mais vai conhecer.
Uma escola pública em que a vida era mais importante que o resto e, por isso, amarravam-se fios em volta de pessoas como nós.
E a única que ficou no sistema fui eu...
A vida é irónica, para quem ouviu ler As aventuras de João sem medo pela voz doce da Emília!
terça-feira, 2 de março de 2010
à noite, os caixotes do lixo
O escritório do Arquitecto C. Prata vai mudar-se daqui, consta. Um ror de meninas carregaram pesados caixotes atafulhados de catálogos de materiais de construção para junto dos caixotes do lixo.
Não resisti. Debaixo de chuva, fomos os quatro vasculhar nos caixotes.Uma visita de estudo ao entulho precioso. E viemos para casa carregados de quadradinhos de linóleos coloridos, rectângulos de grés de mil cores e outras preciosidades.
O V. e o A. montaram uma loja. O F. ficou a adormecer fascinado com os montes de quadradinhos coloridos que descolámos dos catálogos encharcados. Já temos com que brincar durante muitas semanas!
Pode ser que amanhã as meninas voltem. E deixem mais brinquedos para nós...
Não resisti. Debaixo de chuva, fomos os quatro vasculhar nos caixotes.Uma visita de estudo ao entulho precioso. E viemos para casa carregados de quadradinhos de linóleos coloridos, rectângulos de grés de mil cores e outras preciosidades.
O V. e o A. montaram uma loja. O F. ficou a adormecer fascinado com os montes de quadradinhos coloridos que descolámos dos catálogos encharcados. Já temos com que brincar durante muitas semanas!
Pode ser que amanhã as meninas voltem. E deixem mais brinquedos para nós...
segunda-feira, 1 de março de 2010
às armas
domingo, 28 de fevereiro de 2010
domingo com chuva
Acho que estava à espera deste dia desde que o F. fez um ano.
De repente, depois do som da tesoura a cortar o papel, dos baldes de lápis a pousar no papel teimoso, sempre a enrolar-se, e do schhh das canetas a deslizar, o F. veio chamar-me.
Saí do meio das mesas da sala de jantar do feliz idade e...
Elas estavam lá! Todas, tantas! Vermelhas, à volta de um sofá azul e com letras em cima.
Ainda bem que há domingos com chuva.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
vento (nos salgueiros ou nem por isso)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
a máquina
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
princesas e sapos

O F. ultrapassa os dois degraus que separam a sala de cima da sala de baixo. Esparramado, como um sapo (acho até que está um pouco esverdeado), chama-me.
- Então, o que aconteceu?
- Trambolhei!
E eu, aqui, a usar o F. para falar de "A princesa e o sapo" e do estado de choque em que fiquei perante mim própria por ter gostado tanto do filme. A meu favor, as sessões de desenhos animados no cinema Foco, com os avós, ao domingo de manhã, e o facto de não suportar a frieza estética da animação por computador. Estarei mesmo a ficar... antiga? Estou a ficar tão em paz com o facto que já me apetece ir ver o filme outra vez, para ter a certeza de que é verdade.
manhãs
Estas manhãs altruístas, com um pouco de sol, trazem-me coisas à cabeça. Os livros. Sempre os livros. E alguns fios de cor para começar a tricotar a Primavera.
Faz-me falta o burburinho dos mais pequenos. Mas o silêncio também me assenta bem, às vezes. Divirto-me com o gato que tenho nas botas novas.
Nunca tive umas botas azuis. Nem um gato nas botas. Talvez uma homenagem inconsciente a Alice. Ou a Burton, quem sabe.
O azul das botas vai espalhar-se pelo ar. Como a minha camisa e as calças de ganga. Tudo azul. E uns blues, para acompanhar.
Faz-me falta o burburinho dos mais pequenos. Mas o silêncio também me assenta bem, às vezes. Divirto-me com o gato que tenho nas botas novas.
Nunca tive umas botas azuis. Nem um gato nas botas. Talvez uma homenagem inconsciente a Alice. Ou a Burton, quem sabe.
O azul das botas vai espalhar-se pelo ar. Como a minha camisa e as calças de ganga. Tudo azul. E uns blues, para acompanhar.
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