Estas manhãs altruístas, com um pouco de sol, trazem-me coisas à cabeça. Os livros. Sempre os livros. E alguns fios de cor para começar a tricotar a Primavera.
Faz-me falta o burburinho dos mais pequenos. Mas o silêncio também me assenta bem, às vezes. Divirto-me com o gato que tenho nas botas novas.
Nunca tive umas botas azuis. Nem um gato nas botas. Talvez uma homenagem inconsciente a Alice. Ou a Burton, quem sabe.
O azul das botas vai espalhar-se pelo ar. Como a minha camisa e as calças de ganga. Tudo azul. E uns blues, para acompanhar.