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sábado, 19 de outubro de 2013
virar o mundo de dentro p'ra fora
a ver se o mundo assim melhora.
foi assim que os Gambozinos cantaram hoje, na igreja das Carmelitas, na celebração do primeiro aniversário da morte do Manuel António Pina.
foi muito bonito.
um coro profano a cantar numa igreja.
um coro de crianças a cantar para um adulto.
um coro é das coisas mias belas que há.
foi muito bonito.
emocionei-me.
gostei muito. muito.
agora tenho na cabeceira o Pina, o Mãe e o Cruz.
de livros e silêncio me alimento.
e de filmes. os filmes são as guloseimas do alimento.
e a propósito de filmes e coros, este filme é para ver.
mesmo.
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Manuel António Pina
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Fernando
- Mãe, vens desenhar, ou não?
- Espera só um minuto, tenho de fazer chichi.
- Não tens nada.
- Claro que tenho, também sou uma pessoa...
- Não és nada, és uma mãe!
- E tu, és uma pessoa?
- Eu não! Eu sou um filho.
- E então quem é que são as pessoaa? Dá-me um exemplo.
- Pessoas?... Não sei... Não há. Eu não conheço nenhuma, pelo menos.
- Então conheces o quê?
- Mães, filhos, avôs, tios...
- E não são pessoas?
- Não, são todos mães, filhos, pais, irmãos.
Como dizia o nosso querido M. A. Pina dos gambozinos: se não vistes nenhum de nós é porque não existimos, também não existis vós porque também não vos vimos!
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Manuel António Pina
domingo, 21 de julho de 2013
volta ao bilhar grande
os gambozinos saíram à rua
os desenhos e impressões espalharam-se pelos cafés.
a música invadiu as garagens de pneus.
o teatro o salão de cabeleireiro e a oficina.
no restaurante jogou-se xadrez.
no fim, a casa mãe abriu-se aos vizinhos e relembrou-se a Invicta Film, que morou ali tão perto.
a noite acabou depois das duas manhã, a antecipar uma manhã de uma imensa saudade dos dias passados juntos.
os desenhos e impressões espalharam-se pelos cafés.
a música invadiu as garagens de pneus.
o teatro o salão de cabeleireiro e a oficina.
no restaurante jogou-se xadrez.
no fim, a casa mãe abriu-se aos vizinhos e relembrou-se a Invicta Film, que morou ali tão perto.
a noite acabou depois das duas manhã, a antecipar uma manhã de uma imensa saudade dos dias passados juntos.
sábado, 13 de julho de 2013
prego
o jogo do prego voltou à praia.
pela mão dos gambozinos.
são jogos destes que fazem crescer.
uma das cinco coisas perigosas que os nossos filhos devem fazer!
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
bicicletas
1979
Não sei números. Mas sei que muitas das crianças que conheço não sabem andar de biclicleta. E as que sabem fazem-no mal. Sem confiança.
Uma escola que se preocupa em ensinar as crianças a andar de bicicleta e que as põe a andar pelas ruas de Miramar existe.
Há cerca de cinquenta meninos e meninas que têm a sorte de conhecer esta escola.
Três são os meus!
Sabem todos andar de bicicleta, que eu não deixo estas coisas por mãos alheias.
Mas ter a oportunidade de andar numa Vilar enferrujada não é para todos os dias!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
"somos todos gambozinos"
Três semanas de praia mais duas semanas de atividades absolutamente únicas (qual Universidade Júnior, qual carapuça!) e depois, sim, estarão prontos para ir de férias com a família.
Para quem não sabe quem são os Gambozinos fica aqui um pequeno esclarecimento.
http://jpn.c2com.up.pt/2009/11/02/escolinha_dos_gambozinos_ensinar_portugues_com_musica_e_xadrez.html
(Para nós, este vídeo é uma das formas de estarmos com a Jonita sempre que precisamos dela fora de nós. E ainda são imensas as vezes em que precisamos...)
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
beco vezes três
Dia 7, em S. Pedro do Sul.
Três vezes o beco: de manhã, à tarde e à noite.
De dia para escolas. à noite para todos.
Os três no palco.
Eu, na plateia, a jorrar baba de orgulho!
Foi muito muito bom. Gostei muito.
(obrigada ao Bando simplesmente por existir)
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
o beco
como disse o Vasco, e tão bem, como argumento para o irmão ir a vila do conde cantar o beco, "fazer o beco é fazer história".
e foi. e fizeram história por duas vezes. em dois concertos consecutivos, apenas com pausa para lanchar.
no renovado e lindíssimo teatro neiva.
foi muito bonito.
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vila do conde
sábado, 20 de abril de 2013
o rato Chico
A auto consciência do seu pequeno tamanho revela-se ao pequeno almoço no reconhecimento da alcunha que o Rui lhe pôs há já muito tempo na escolinha.
- Sou mesmo um rato. Um rato Chico. Sou o mais pequeno do 1º ano, dos 5 anos e dos 4 anos. A partir de agora têm de me chamar rato Chico. Se me chamarem só Chico ou Francisco não respondo!
quinta-feira, 11 de abril de 2013
faz sentido?
regressados de seis dias de gambozinices na aldeia, os meus filhos vêm enormes.
enormes de felicidade.
enormes de sentido.
enormes de capacidade para discernirem, os mais velhos, o que a escola lhes não dá.
o que os gambozinos lhes deram e dão e continuarão a dar.
faz sentido uma escola sem sentido?
todas as manhãs me pergunto por que raio os obrigo a ir para uma escola sem sentido.
e a única resposta com que consigo satisfazer-me transitoriamente é: porque terão de ser eles a dar sentido à escola.
faz sentido?
(nem eu própria acredito...)
enormes de felicidade.
enormes de sentido.
enormes de capacidade para discernirem, os mais velhos, o que a escola lhes não dá.
o que os gambozinos lhes deram e dão e continuarão a dar.
faz sentido uma escola sem sentido?
todas as manhãs me pergunto por que raio os obrigo a ir para uma escola sem sentido.
e a única resposta com que consigo satisfazer-me transitoriamente é: porque terão de ser eles a dar sentido à escola.
faz sentido?
(nem eu própria acredito...)
sábado, 6 de abril de 2013
na aldeia
Seis dias na aldeia.
É assim que começa o terceiro período n'Os Gambozinos.
Aqui a casa está vazia. Lá deve estar cheia.
Como o coração deles.
E o meu.
(esta postagem é dedicada à Claúdia Almendra, por ter reparado em nós)
É assim que começa o terceiro período n'Os Gambozinos.
Aqui a casa está vazia. Lá deve estar cheia.
Como o coração deles.
E o meu.
(esta postagem é dedicada à Claúdia Almendra, por ter reparado em nós)
segunda-feira, 11 de junho de 2012
gambozinos no Bairro dos Livros
De repente, no sábado, a livraria Lello foi invadida por um bando de gambozinos.
As vozes encheram as prateleiras e os livros fecharam-se para ouvir melhor.
Foi um daqueles momentos que ficam na história das nossas vidas.
Porque ouvir um coro de crianças (e menos crianças!) a cantar é daquelas coisas que enche a alma.
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
trabalho com prazer
Não é fácil resumir em poucas linhas o que aconteceu entre as 21h do dia 30 de Abril e as 19h do dia 1 de Maio entre a Rua de Francos e a Rua dos Castelos. Mas foi mais ou menos assim.
Os meninos da escolinha dos Gambozinos foram deixados pelos pais, na Casa dos Fantasmas (a casa da escolinha), em pijama e roupão, munidos de saco-cama, colchão, muda de roupa e almoço piquenique, para passarem a noite juntos.
No dia seguinte, pelas 15h, os pais voltaram a encontrar-se com os filhos no Buliana (a casa das actividades que exigem espaço) para uma tarde de apresentação de pequeninas amostras do trabalho realizado pelos meninos e professores ao longo do ano.
No dia do trabalhador o nosso programa de festas foi assim:
Os meninos da escolinha dos Gambozinos foram deixados pelos pais, na Casa dos Fantasmas (a casa da escolinha), em pijama e roupão, munidos de saco-cama, colchão, muda de roupa e almoço piquenique, para passarem a noite juntos.
No dia seguinte, pelas 15h, os pais voltaram a encontrar-se com os filhos no Buliana (a casa das actividades que exigem espaço) para uma tarde de apresentação de pequeninas amostras do trabalho realizado pelos meninos e professores ao longo do ano.
No dia do trabalhador o nosso programa de festas foi assim:
Foi um ver para crer que é possível construir uma escola a muitas mãos e, sobretudo, a mãos de muitos tamanhos diferentes.
Muitas escolas assim é o que faz falta!
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
o nosso filho
O F. vai estrear-se a cantar com os Gambozinos na segunda-feira em Aveiro.
Quando o comuniquei durante o jantar aos manos, debaixo do olhar brilhante do F., o V. declarou:
- Temos de ir ver, mãe, ele é nosso filho!
Infelizmente não vamos ver e ouvir o nosso filho, porque outras obrigações nos chamam.
Sinto-me cada vez mais no meio de gigantescas pequenas coisas. Todos os dias!
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