Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de junho de 2015

o meu filho é um intelectual



na viagem de regresso a casa, ao anoitecer, depois de um piquenique entre amigos muito, muito especiais, onde houve bombardeamentos de água para refrescar toda a gente:
- mãe, acho uma estupidez venderem-se armas.
- eu também. e o mais estúpido é que há países, como os EUA, que vendem armas para ganharem muito dinheiro... com as guerras que eles provocam.
- se não se vendessem armas, se calhar não havia ladrões... nós vamos empobrecer, mãe?
- espero que não... por isso é que falamos tantas vezes nas coisas que não vale a pena comprar, não é?
- o que é o Estado, mãe? é que eu já fiz essa pergunta ao Rui, mas esqueço-me sempre...
- o Estado, blá, blá, blá...
- tu é que devias ser boa no Estado, mãe. porque é que são os maus que vão sempre para lá?
- pois não sei...
- há muitas pessoas deficientes porque os americanos deitaram duas bombas no Japão!
- pois, é que guerras sempre houve, mas dantes os reis e os que mandavam também iam para a guerra, não mandavam atirar bombas em cima das pessoas...
- o Afonso Henriques é que ia à frente, com a espada içada, e os outros iam atrás dele. mas depois com os cowboys, eles tinham pistolas e os índios tinham arcos e flechas e, é sempre a mesma coisa, os mais fortes ganham aos mais fracos...
acho que ele está mesmo a crescer.
não são as coisas que em volta estão que mudam de tamanho.
o senhor Pina que me desculpe...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

faz sentido?

regressados de seis dias de gambozinices na aldeia, os meus filhos vêm enormes.
enormes de felicidade.
enormes de sentido.
enormes de capacidade para discernirem, os mais velhos, o que a escola lhes não dá.
o que os gambozinos lhes deram e dão e continuarão a dar.
faz sentido uma escola sem sentido?
todas as manhãs me pergunto por que raio os obrigo a ir para uma escola sem sentido.
e a única resposta com que consigo satisfazer-me transitoriamente é: porque terão de ser eles a dar sentido à escola.
faz sentido?
(nem eu própria acredito...)



domingo, 6 de maio de 2012

Dia da mãe

Se uma mãe se pode medir pelos filhos que tem, então, eu sou enorme!
Fui despertada às dez da manhã por três sorrisos cúmplices que me beijaram dengosamente e me conduziram de olhos fechados através de um aroma delicioso até isto:



Eles são... o máximo!
(claro que não tirei fotografias à cozinha...)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

o nosso filho


O F. vai estrear-se a cantar com os Gambozinos na segunda-feira em Aveiro.
Quando o comuniquei durante o jantar aos manos, debaixo do olhar brilhante do F., o V. declarou:
- Temos de ir ver, mãe, ele é nosso filho!
Infelizmente não vamos ver e ouvir o nosso filho, porque outras obrigações nos chamam.
Sinto-me cada vez mais no meio de gigantescas pequenas coisas. Todos os dias!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

filhos de mãe


o filho de mil homens é um livro absolutamente espantoso!
daqueles casos em que não há dúvida de que há pessoas diferentes, mesmo homens, ainda que isso de ser diferente (não) seja só para as mulheres.
a capacidade de perscrutação da natureza humana de valter hugo mãe é infinita.
e só não surpreende que seja capaz de escrever tais coisas, porque é capaz de tantas outras coisas.
só um filho poderia escrever coisas assim.
e também assim!


derreti-me. sem mais.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

em olhos


O F. está quase com cinco anos, mas tenho por hábito pegar-lhe ao colo quando o vou buscar à escolinha para podermos falar, sem que ele tenha de olhar para cima e eu para baixo.
Ontem, porque fui buscá-lo com o A., as coisas não foram assim e ao final da tarde, estendeu-me os braços e disse:
- Hoje ainda não falámos em olhos!
Ergui-o para o meu colo e de olhos nos olhos trocámos algumas palavras de afecto para depois nos atirarmos para cima da cama e jogarmos jogos com a boca.
É que depois de um dia de trabalho e calor já não dava mesmo para mexer mais nada. Só a boca e mal!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

férias


O primeiro dia de férias sabe bem. Mesmo ainda na cidade.
O calor recua para nos deixar passar e eu e o F. brincamos o dia inteiro.
Cavaleiros e feiras medievais, de manhã. Pintura, antes do almoço.
Restaurantes, com o café. Legos, ao lanche. Desenhos, com o sono a puxar o corpo para o sofá
E um pouco de desenhos animados para terminar.
Fazem-nos falta os manos. Ao F. para jogar aqueles jogos na televisão em que já lhes ganhou.
A mim para serem mais dois a mimarem-me!
O silêncio nem sempre é de ouro...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

o meu pai


Nem sempre a vida dos casais corre como se desejou, como se planeou, como se sonhou.
O importante é haver sentimentos fortes entre duas pessoas que geraram, neste caso, outras três pessoas.
O fundamental é as duas pessoas estarem eternamente unidas no bem-estar e na felicidade das outras três pessoas.
É por isso que a única coisa que conta é eles continuarem a dizer, agora e sempre:
- O MEU PAI É ÓPTIMO!
E não deixarem de ter um Pê de Pai, dê por onde der.