A melhor praia do mundo começou ontem.
Sim, a praia da escolinha (que faz parte do currículo de todos) é a melhor do mundo! Não conheço mais ninguém que abra o portão da sua casa e acolha 45 crianças durante trê semanas para tomarem banho de mangueira e trocarem de calções, almoçarem, dormirem a sesta na relva ou subirem às árvores para passarem a hora do eremita a ler ou simplesmente a pensar, continuarem as aulas ao ar livre e regressarem ao Porto a horas decentes, felizes, sem terem de cozer dentro de uma camioneta!
E quando nessa praia estão vários três irmãos, incluindo os nossos filhos, a praia é definitivamente a melhor do mundo.
A generosidade de certas pessoas é incomensurável... mesmo!
O F. (aliás, os três!) anda felicíssimo, só ainda tem pouca cultura balnear (também é o primeiro ano de praia assim a sério).
Ontem, apesar de a época ter aberto a 1 de Junho sem vigilância por causa do estado do mar, aparentemente numa propositada medida cívica ou de diminuição do déficit ou de controlo de natalidade (há coisas arrepiantes neste país!!!), hoje os nadadores salvadores retomaram o serviço e, supus eu, as tradicionais barracas de praia estariam já a povoar a praia. Pois enganei-me...
- Então, F., hoje já tinham barraca?
- Não! Só uma tenda às riscas.
Claro, uma tenda às riscas, como é que não me lembrei disso...
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
ilustração para jogar

O especialista em puzzles cá de casa é o V. (além de mim, claro!). Mas o F. está a revelar-se. Depois dos puzzles de poucas e grandes peças, hoje conseguiu fazer sozinho o primeiro puzzle um pouco mais complexo.
Temos uma colecção de puzzles da Djeco, mas este é o mais pequeno.O meu preferido é este...
Um puzzle comprido (aqui só um pormenor) e cheio de animais felizes.
Mas, há muito mais que puzzles bonitos. Os jogos da Djeco são todos lindos.
E há desde cubos, a jogos de cartas. É um mundo!
Isto para não falar dos papéis para origamis, das máscaras e dos carimbos.
O segredo? Simples. Pôr ilustradores a desenhar os motivos do jogos!
Algumas empresas nacionais podiam lembrar-se disso, não?
domingo, 30 de maio de 2010
pais e filhos e pais
Na sexta-feira, no carro, a caminho da escola, o F. teve uma ideia fantástica.
- Mãe, quando nós formos grandes, tu e o pai vão ser pequeninos e nós vamos ser os vossos pais!
- Que boa ideia!
Mas o V., que está na idade da razão, comentou com ironia:
- Três pais?! Gays?!
- Três pais... Não me parece má ideia...
Alguém tem alguma coisa contra?
É que eu não. Sobretudo, porque os meus filhos vão ser meus pais e eu a filha deles!
- Mãe, quando nós formos grandes, tu e o pai vão ser pequeninos e nós vamos ser os vossos pais!
- Que boa ideia!
Mas o V., que está na idade da razão, comentou com ironia:
- Três pais?! Gays?!
- Três pais... Não me parece má ideia...
Alguém tem alguma coisa contra?
É que eu não. Sobretudo, porque os meus filhos vão ser meus pais e eu a filha deles!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
o meu tio
Com os avós fora, o A. está a ter a extraordinária experiência de passar mais tempo com o meu irmão.
Os tios são pessoas absolutamente fantásticas, mesmo quando (e talvez sobretudo) não são da América e são bastante mais novos que os nossos pais. Felizmente, tive a mesma sorte.
Este tio vive mesmo aqui ao lado e passou uma tarde com o A.. Aliás, para ser exacta, não foi só o tio, foi a tia quase-quase também.
É fácil perceber porque é que o A. só fala nessa tarde e está ansioso que seja sexta-feira para repetir a dose.
É que dá para imaginar o que é os três sentados à volta da mesa da sala, o tio a escrever a tese de doutoramento, a tia quase-quase a fazer power points para a defesa do mestrado e ele, o A., a fazer trabalhos de casa de 5ºano!
Depois, o lanche, os vídeos no you tube e... tudo o mais que ele não contou mas que o encheu de felicidade.
A família continua a ser o caldinho onde se formam as grandes pessoas, mesmo e sobretudo se ainda são pequeninas.
Eu, por mim, instituia, já agora, o dia mundial do tio!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Ler para crer
Foi bonito vê-los, entretidos, a lerem um para o outro.
Ontem, depois do jantar, sentaram-se os dois, cada um no seu sofá e leram, silenciosamente, em conjunto.
A partilha é, de facto, um grande método de aprendizagem!
domingo, 23 de maio de 2010
afinal, fumar quase que mata!
Ontem, no nosso pequeno paraíso rural, o A. e o V. fizeram a sua primeira experiência tabágica. O A. enrolou uma nota do Monopólio, acendeu-a numa das extremidades com o isqueiro do pai e mandou o V. fumar. O resultado foi o que não podia deixar de ser: uma valentíssima engasgadela!
Depois, o A. quis experimentar ele próprio e o resultado foi mais ou menos tão fatal como o fora para o V..
Conclusão:
- Ó mãe, como é que o pai consegue fumar? Isto é horrível!
- Talvez não usando notas de Monopólio e pondo qualquer coisa do tipo tabaco dentro do papel? Ainda assim, também acho que não é grande coisa...
- É mesmo mau!
Não será isto melhor que cento e vinte e três aulas de formação cívica anti-tabaco e campanhas fundamentalistas contra o pai deles? E o avô, já agora... E muitos dos nossos melhores amigos...
Eu acho que sim.
Assim como acho que eles devem brincar com o fogo e queimar-se... Ainda que isso implique terem derretido dois baldes velhos que são usados no campo (mas isso foi um segredo que partilharam só com o pai).
Fico contente por os meus filhos ainda serem crianças como as de antigamente... Nós, por exemplo!
Depois, o A. quis experimentar ele próprio e o resultado foi mais ou menos tão fatal como o fora para o V..
Conclusão:
- Ó mãe, como é que o pai consegue fumar? Isto é horrível!
- Talvez não usando notas de Monopólio e pondo qualquer coisa do tipo tabaco dentro do papel? Ainda assim, também acho que não é grande coisa...
- É mesmo mau!
Não será isto melhor que cento e vinte e três aulas de formação cívica anti-tabaco e campanhas fundamentalistas contra o pai deles? E o avô, já agora... E muitos dos nossos melhores amigos...
Eu acho que sim.
Assim como acho que eles devem brincar com o fogo e queimar-se... Ainda que isso implique terem derretido dois baldes velhos que são usados no campo (mas isso foi um segredo que partilharam só com o pai).
Fico contente por os meus filhos ainda serem crianças como as de antigamente... Nós, por exemplo!
sábado, 8 de maio de 2010
mantinhas de Klimt
Ensinar, creio, não é mais do que contagiar os outros com aquilo que somos, sabemos, sentimos, acreditamos, gostamos... Há dias, uma aluna perguntou-me:
- A professora gosta mesmo daquilo que faz, não gosta?
- Gosto, claro! Mas porquê?
- Porque se nota... Quando está a mostrar-nos coisas fala assim como se quisesse... que nós nos entusiasmemos...
- É verdade!
E também é verdade que é absolutamente maravilhoso encontrar pessoas pequeninas que nos entendem tão bem. Que se deixam contagiar pelo nosso entusiasmo.
O resultado? Amazing! Ou como dizia Tomé, ver para crer!
- A professora gosta mesmo daquilo que faz, não gosta?
- Gosto, claro! Mas porquê?
- Porque se nota... Quando está a mostrar-nos coisas fala assim como se quisesse... que nós nos entusiasmemos...
- É verdade!
E também é verdade que é absolutamente maravilhoso encontrar pessoas pequeninas que nos entendem tão bem. Que se deixam contagiar pelo nosso entusiasmo.
O resultado? Amazing! Ou como dizia Tomé, ver para crer!
crescer para cima com sensibilidade e bom senso
Na quinta-feira, os manos foram à primeira consulta de obesidade no Hospital de S. João. Se alguma vez eu podia imaginar vir a ter filhos com excesso de peso...
Mas há que assumir a realidade e fazer tudo o que podemos para que a vida deles seja saudável e, sobretudo, para que se sintam felizes.
O A., em especial, anda muito infeliz na escola. É terrível como os outros meninos o discriminam por não ser magro! Felizmente, arranjou um amigo leal, amoroso, tranquilo e... gordinho, também. Os dois juntos sentem-se bem. Mas a vida deles está a ser dura.
É espantoso como há profissionais de saúde que sabem falar com os nossos filhos e torná-los mais felizes em pouco minutos!
Os nossos jantares têm sido deliciosos, divertidos e, com esta brincadeira de aprender a comer, o A. já aprendeu a calcular a área dos círculos e atransformá-los em quadrados. É que a carne e o peixe do jantar são medidos pelos círculos mágicos que temos na cozinha e correspondem à palma da mão de cada um. E cortar carne e peixe em círculo não é a nossa especialidade!
Mas há que assumir a realidade e fazer tudo o que podemos para que a vida deles seja saudável e, sobretudo, para que se sintam felizes.
O A., em especial, anda muito infeliz na escola. É terrível como os outros meninos o discriminam por não ser magro! Felizmente, arranjou um amigo leal, amoroso, tranquilo e... gordinho, também. Os dois juntos sentem-se bem. Mas a vida deles está a ser dura.
É espantoso como há profissionais de saúde que sabem falar com os nossos filhos e torná-los mais felizes em pouco minutos!
Os nossos jantares têm sido deliciosos, divertidos e, com esta brincadeira de aprender a comer, o A. já aprendeu a calcular a área dos círculos e atransformá-los em quadrados. É que a carne e o peixe do jantar são medidos pelos círculos mágicos que temos na cozinha e correspondem à palma da mão de cada um. E cortar carne e peixe em círculo não é a nossa especialidade!
A nossa verdadeira especialidade, cá em casa, é mesmo fazer da vida um lugar bonito para viver. E isso implica não passar por cima daquilo que é menos agradável e encarar os problemas de frente, com orgulho e sem preconceitos, com sensibilidade e bom senso.
terça-feira, 4 de maio de 2010
McPhee
Depois do dia da mãe, acho que posso falar também um pouco da mãe deles...
Ando feliz! Ao fim de quase vinte anos de profissão tenho, finalmente, uma alcunha. Ou seja, uma identidade profissional.
Duas meninas de 5º ano, enquanto desenhavam padrões à la Klimt, confessaram-me que no dia em que me conheceram acharam que eu era muito má, mas que depois perceberam que eu afinal era fixe.
Que imagem passei eu quando, sentada em cima de uma das mesas, lhes disse em voz baixa e tranquila que havia apenas duas coisas que precisavam de saber sobre mim: que não tolerava barulho e não admitia faltas de respeito?
Simples: apresentei-me à McPhee, com o meu método de trabalho! E assim fiquei, para elas, com a alcunha.
Depois de uma rápida pesquisa na net, no fim-de-semana, corri a comprar o filme (para ser exacta a Sara correu a comprar-me o filme!) e... emocionei-me. Por três razões:
1. Porque o filme é brilhante.
2. Porque a Nanny McPhee é uma personagem humanamente muito mais interessante que a clássica Mary Poppins.
3. Porque as minhas meninas conseguiram ver muito mais fundo do que estou habituada.
Em suma, fiquei tão feliz que me apeteceu contar a toda a gente que me a minha alcunha profissional é Nanny Mcphee! (E, assim como assim, ser comparada com a Emma Thompson é sempre bom para um ego com 42 anos!)
O filme, vamos vê-lo dezenas de vezes. Até o meu Mr.Brown o achou um dos melhores filmes "para crianças" (como ele diz!) que viu nos últimos tempos. E a ele é difícil agradar! O V. e o A. adoraram. O F. andou distraído a fazer desenhos, mas um dia vai descobri-lo.
É muito bom, após quatro anos de retiro em investigação, concluir que ainda é um privilégio dar aulas... a crianças, claro!
Ando feliz! Ao fim de quase vinte anos de profissão tenho, finalmente, uma alcunha. Ou seja, uma identidade profissional.
Duas meninas de 5º ano, enquanto desenhavam padrões à la Klimt, confessaram-me que no dia em que me conheceram acharam que eu era muito má, mas que depois perceberam que eu afinal era fixe.
Que imagem passei eu quando, sentada em cima de uma das mesas, lhes disse em voz baixa e tranquila que havia apenas duas coisas que precisavam de saber sobre mim: que não tolerava barulho e não admitia faltas de respeito?
Simples: apresentei-me à McPhee, com o meu método de trabalho! E assim fiquei, para elas, com a alcunha.
Depois de uma rápida pesquisa na net, no fim-de-semana, corri a comprar o filme (para ser exacta a Sara correu a comprar-me o filme!) e... emocionei-me. Por três razões:
1. Porque o filme é brilhante.
2. Porque a Nanny McPhee é uma personagem humanamente muito mais interessante que a clássica Mary Poppins.
3. Porque as minhas meninas conseguiram ver muito mais fundo do que estou habituada.
Em suma, fiquei tão feliz que me apeteceu contar a toda a gente que me a minha alcunha profissional é Nanny Mcphee! (E, assim como assim, ser comparada com a Emma Thompson é sempre bom para um ego com 42 anos!)
O filme, vamos vê-lo dezenas de vezes. Até o meu Mr.Brown o achou um dos melhores filmes "para crianças" (como ele diz!) que viu nos últimos tempos. E a ele é difícil agradar! O V. e o A. adoraram. O F. andou distraído a fazer desenhos, mas um dia vai descobri-lo.
É muito bom, após quatro anos de retiro em investigação, concluir que ainda é um privilégio dar aulas... a crianças, claro!
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
à conversa com o mundo
Aqui fica um pouco do "miolo" do livro de Karla Cikánová, Let's talk with the world.
Mostrarei, noutro dia, os miolos dos outros livros. O importante é mesmo reparar que isto são trabalhos feitos com crianças checas de escola primária.
O segredo é mesmo alguém saber dizer numa aula ou em qualquer outro lugar onde pessoas grandes convivem com pessoas pequeninas "vamos lá conversar com o mundo". Faz toda a diferença.... do mundo!
Mostrarei, noutro dia, os miolos dos outros livros. O importante é mesmo reparar que isto são trabalhos feitos com crianças checas de escola primária.
O segredo é mesmo alguém saber dizer numa aula ou em qualquer outro lugar onde pessoas grandes convivem com pessoas pequeninas "vamos lá conversar com o mundo". Faz toda a diferença.... do mundo!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
para exprimir
Depois do post de ontem, cabe esclarecer que, embora não tenha nada contra os livros de colorir de qualidade, acho que não devem, definitivamente, ser usados nas escolas, nem sequer em consumo moderado. As escolas e jardins de infância têm a obrigação de espremer (a etimologia do verbo exprimir) as nossas crianças e não de entretê-las.
Ontem, estivemos na praia ao fim da tarde. A praia, nesta altura do ano, está cheia de pauzinhos esculpidos pelo mar. Com eles fizemos bichos sobre a areia e depois o F. quis trazer alguns paus para casa. Eu quis trazer todos e tenho um saco cheio de paus para levar comigo para o Porto, quando voltarmos ao trabalho.
Entretanto, comigo andam os últimos livros de Karla Cikánová, uma senhora checa, professora primária e formadora de professores, que tem publicados pelo menos cinco livros absolutamente excepcionais em matéria de prática de expressão plástica com crianças. O primeiro, "Teaching children to draw", comprei-o numa livraria em Exeter, em 1990, e tem sido, digamos, a minha bíblia pedagógica. Há dias chegaram os outros três que mandei vir pela Amazon.uk., agora que vou voltar a dar aulas.
Seria capaz de dizer que são livros indispensáveis para quem quer espremer o que de melhor há nas crianças!
Ontem, estivemos na praia ao fim da tarde. A praia, nesta altura do ano, está cheia de pauzinhos esculpidos pelo mar. Com eles fizemos bichos sobre a areia e depois o F. quis trazer alguns paus para casa. Eu quis trazer todos e tenho um saco cheio de paus para levar comigo para o Porto, quando voltarmos ao trabalho.
Entretanto, comigo andam os últimos livros de Karla Cikánová, uma senhora checa, professora primária e formadora de professores, que tem publicados pelo menos cinco livros absolutamente excepcionais em matéria de prática de expressão plástica com crianças. O primeiro, "Teaching children to draw", comprei-o numa livraria em Exeter, em 1990, e tem sido, digamos, a minha bíblia pedagógica. Há dias chegaram os outros três que mandei vir pela Amazon.uk., agora que vou voltar a dar aulas.
Seria capaz de dizer que são livros indispensáveis para quem quer espremer o que de melhor há nas crianças!
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