Das histórias nascem histórias

Das histórias nascem histórias
um poema visual de Fernanda Fragateiro
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sábado, 30 de novembro de 2013

o senhor Pina


o senhor Pina faz-me muita falta.
agora que tenho um aluno que me chama Puffi (diminutivo carionhoso de professora) tenho vontade de entrar nos sonhos do senhor Pina como fazia o ursinho Puff.
e comer-lhe o mel de rosmaninho e fazer com ele uma expedição à procura da poesia.
ainda que continue a tê-lo sempre junto a mim,
o senhor Pina faz-me muita falta.

sábado, 19 de outubro de 2013

virar o mundo de dentro p'ra fora


a ver se o mundo assim melhora.
foi assim que os Gambozinos cantaram hoje, na igreja das Carmelitas, na celebração do primeiro aniversário da morte do Manuel António Pina.
foi muito bonito.
um coro profano a cantar numa igreja.
um coro de crianças a cantar para um adulto.
um coro é das coisas mias belas que há.
foi muito bonito.
emocionei-me.
gostei muito. muito.
agora tenho na cabeceira o Pina, o Mãe e o Cruz.
de livros e silêncio me alimento.
e de filmes. os filmes são as guloseimas do alimento.
e a propósito de filmes e coros, este filme é para ver.
mesmo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fernando


- Mãe, vens desenhar, ou não?
- Espera só um minuto, tenho de fazer chichi.
- Não tens nada.
- Claro que tenho, também sou uma pessoa...
- Não és nada, és uma mãe!
- E tu, és uma pessoa?
- Eu não! Eu sou um filho.
- E então quem é que são as pessoaa? Dá-me um exemplo.
- Pessoas?... Não sei... Não há. Eu não conheço nenhuma, pelo menos.
- Então conheces o quê?
- Mães, filhos, avôs, tios...
- E não são pessoas?
- Não, são todos mães, filhos, pais, irmãos.
Como dizia o nosso querido M. A. Pina  dos gambozinos: se não vistes nenhum de nós é porque não existimos, também não existis vós porque também não vos vimos!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

les beaux esprits...

... se rencontrent, (como costuma dizer a minha amiga preferida do mundo) nem que seja nos tapetes.
A foto de capa no FB  oficial do Valter Hugo Mãe.


A  foto do tapete cá de casa.

 
Ele tem cão, eu tenho filhos.
Ele é filho de mil homens, eu sou mãe de mil filhos.
Ele escreve bons livros, eu leio bons livros.
Ele tem bom gosto quando compra tapetes, eu compro tapetes com bom gosto.
Como diria o nosso muito muito Pina e cantam os Gambozinos:
"É muito bom ser diferente
Mas também é bom ser igual
E às vezes ser como toda a gente
É uma forma diferente de se ser diferente
Quando toda a gente é desigual"
(ok, Leonor, tenho 15 anos... e tu róis-te de inveja!)
 



quarta-feira, 15 de maio de 2013

o beco


como disse o Vasco, e tão bem, como argumento para o irmão ir a vila do conde cantar o beco, "fazer o beco é fazer história".
e foi. e fizeram história por duas vezes. em dois concertos consecutivos, apenas com pausa para lanchar.
no renovado e lindíssimo teatro neiva.
foi muito bonito.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ler


Ler é uma das coisas boas da vida.
Sobretudo, quando é Manuel António Pina a escrever.
Ou a falar, neste caso.
A sua melancolia é contagiosamente um incentivo à felicidade, por incrível que pareça.
Mas a sua bondade é ainda melhor do que a sua poesia, é verdade.
A poesia é uma forma superior de bondade, digo eu.


Depois de M. A. Pina só mesmo uma boa história para adormecer.
Comecei a lê-la para os manos grandes. Eles cumpriram o objectivo, adormecer, e eu fiquei a ler o livro até ao fim.
Muito divertido!
O tio Rui é assim uma espécie de Manuel António Pina... de trazer por casa.
Imagino, agora, o seu bigode cheio de letras.
E a sua bondade a cair sobre nós, como poesia.